Cibercultura # 2


O que a bola de cristal tem a ver com a cibercultura? Bom, minha relação com a cibercultura começou em 1999 em um cinema quando fui assistir Matrix https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/07/20/cibercultura-1-o-reinicio-da-serie-sobre-cultura-no-mundo-digital/ , um assunto que sempre estarei abordando por carregar toda uma simbologia.

Trinity, Neo e Morpheus de Matrix

Mas, naquela mesmo ano também houve o lançamento de um filme que abordava por uma outra perspectiva a possibilidade sugerida na película dos irmãos Wachovski.

O cineasta Josef Rusnak que dirigiu “13º Andar”

No entanto, o filme dirigido por Josef Rusnak não caiu no gosto popular. Ou seja, não teve uma grande bilheteria. Mas, mesmo assim , é bastante interessante. Ainda mais se você curte filmes e literatura que se encaixam no que se convencionou chamar de Cyber Sci-Fi.

Aparentemente a trama se passa na Los Angeles da década de 1930. Então, seria um drama épico ou algo neste sentido? Você já ouviu dizer que as aparências enganam? Aí que reside o aspecto interessante desta trama.

Cena do filme inspirado na obra de Daniel F. Galouye.

Isto porque o cenário mencionado é um mundo virtual. Só que ao invés de visitar oráculos e fazer um download e virar um super lutador de artes marciais, em “13º Andar” https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/05/02/resenha-dvd-13%c2%ba-andar/  ocorre um assassinato no mundo virtual que vai ter desdobramento no mundo real.

Capa do livro que está fora de catálogo

Então, o que parece ser real passa a ser questionado. Uma garota misteriosa, um policial corrupto e um assassino à solta. A trama que rola na tela foi inspirada em Simulacron 3, livro publicado em 1967 por Daniel Galouye https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/09/30/cibercultura-12/ . Enfim, algo curioso, já nos anos 1960 se falava em simulação. Um assunto que está contido no pacote da cibercultura.

Simulacron -3, chegou a ser publicado no Brasil em 1968 pela Edições O Cruzeiro e foi traduzido por Ronaldo Sérgio di Biasi. Busquei algumas informações com Jocimar Oliani, colaborador habitual do portal http://www.rederpg.com.br. Segundo seu relato o livro parece ser muito mais intrigante que o filme.

Gretchen Mol está no elenco do filme.

A trama se passa em 2030 e o especialista em computação Doug Hall vive em uma sociedade refém das pesquisas de opinião. Isto porque as instituições, empresas e o próprio governo não queriam correr riscos e tomar decisões que desagradassem a opinião pública. Será que o escritor Daniel Galouye tinha bola de cristal?

Quem sabe pegou uma bola emprestado de alguma cartomante, hein?

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