Cibercultura # 4

Você está interagindo no espaço criado pelas comunicações mediados por computador. Este local , se é que pode ser definido como tal é um ambiente virtual que também chamamos de ciberespaço https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/05/16/ciberesopaco-o-que-e-o-que- talvez-seja-ou-mais-uma-possibilidade-por-carlos-pompeu/  

Pierre Levy

Segundo Pierre Levy, o virtual é uma nova modalidade de ser. Isto porque não pode ser entendido como o possível, pois isto já está determinado. Mas de acordo com o teórico trata-se de um “complexo problemático” que dialoga e interage com nossa atualidade.

É a emergência do nosso tempo. Do tudo ao mesmo tempo de uma vez só. Isto é reflexo da cibercultura que é a nossa cultura contemporânea modelada pela tecnologia digital.

"Home Banking"

Hoje em dia temos “home-banking”, cartões inteligentes e muitas outras possibilidades que podem ser realizadas com os instrumentos da cibercultura como o computador, a Internet e o celular. Isto gerou alterações no comportamento das pessoas. A urgência provocou mudanças radicais no imaginário humano. As relações ganharam novas dimensões com códigos e estruturas próprias.

Faça um Up Grade de sua Imaginação

Isto se tornou a nossa realidade  pela convergência das telecomunicações com a informática. Mas esta  realidade já vem sendo desenhada desde meados do século passado.

O primeiro computador do mundo era assim mesmo

Segundo André Lemos, um dos maiores teóricos sobre o tema no Brasil, a cibercultura surge lá nos anos 1950 com a informática e a cibernética. No início, lentamente, até se popularizar nos anos 1970 com os microcomputadores, algo consolidado na década seguinte e ganhou terreno de uma vez por todas nos anos 1990 com o aparecimento das tecnologias digitais e a popularização da Internet.

Timothy Leary

É neste contexto que se encaixa o cyberpunk que nas palavras de Timothy Leary é alguém que sabe usar a tecnologia para criar seu próprio material audiovisual e editar sua própria MTV http://mtv.uol.com.br/  em seu Macintosh.

Dizem que os hackers preferem o Mac do que o PC. Ainda de acordo com seu pensamento, esta galera, os cyberpunks, são indivíduos que usam sua inteligência não para ganhar dinheiro para uma grande empresa, mas para enriquecer sua vida. No entanto, nem tudo são flores holográficas que exalam perfumes ou apenas ativismo político e arte digital.

Ou coletivos que tocam publicações eletrônicas independentes que conduzem estas novas formas de organização da sociedade. Existe uma outra perspectiva, que encontrei na rede, e que me foi desvendada por Marcela Moreira.

 

Ela abriu meus olhos para um detalhe peculiar. Ou seja, a estética da cultura digital foi absorvida por bancos, empresas de informática e  operadoras de telecomunicações que enxergam nesta nova geração digital, da qual estamos inseridos, como uma nova geração de consumidores.

A pílula vermelha está ao alcance de suas mãos

Isso me faz pensar e questionar a inclusão digital. E que de uma certa maneira, mesmo com a descentralização dos meios de comunicação, ainda podemos ser manipulados para que sem que tomemos conhecimentos continuemos nas garras do imperialismo que usa uma espécie de maquiagem para aparentar o que não é. Enfim, não se esqueça da pílula vermelha, pois o império contra ataca.

capa da edição brasileira

No embalo da urgência do nosso tempo, da nossa era, já que estamos falando em interação, aproveito a ocasião para interagir com um de nossos leitores que solicitou mais dicas literárias https://tecnocibernetico.wordpress.com/category/resenha-livro/

Alexander Besher

Sugiro, então, “Mundo Virtual, Os Seis Reinos e A Roda da Vida”, de Alexander Besher, lançado pela Ediouro. A ação se passa no ano de 2027 após o megaterremoto do milênio que arrasou Tóquio. Nesta época a Satori Corporation, um império na área de lazer cultural trava uma guerra corporativa para manter sua fatia do mercado.

Além disso, enfrentam um probleminha básico. Milhares de seus usuários estão ficando presos em seus mundos virtuais. Então um dia, o professor e investigador de realidade virtual, Frank Gobi, da Universidade de Berkeley na Califórnia, ao chegar em casa descobre que seu filho, Trevor, de 10 anos que está constantemente on line foi literalmente engolido pelo gametime que é um mundo virtual de propriedade da Satori.

O título original é “RIM A novel of virtual reality” e é a primeira parte de uma trilogia que contém “Mir” que se passa 9 anos depois e “Chi”, a parte final, que acontece em 2038. Cabe ressaltar que o autor, Alexander Besher, é um cara globalizado. Afinal, nasceu na China e seus pais são russos, tendo sido educado no Japão.

Outra dica de leitura para quem procura por personagens bizarros em paisagens tecnológicas é “Idoru”, de Willian Gibson, que é um dos ícones do cyberpunk. A trama aborda a nanotecnologia e coisas que não existem. Imagine você se apaixonar por um avatar que é um ser que não existe no mundo físico. É isso o que rola em “Idoru”. No caso, estamos falando da cantora pop Rei Toei que é real e existe. Mas isto acontece apenas dentro de uma máquina. Ela é virtual. Então, outra celebridade pop, conhecido como Rez, que apesar de ser um ídolo pop criado por produtores é um sujeito de carne e osso.

Enfim, Rez se apaixona por Rei Toei e que se casar. Você acha que uma relação assim tem futuro? Se a consequência de um beijo entre seres de carne, osso e sentimentos pode provocar fissuras e outros desentendimentos, imagine o que aconteceria com uma paixão holográfica. Leia o livro e tira suas conclusões.

Escrito por Carlos Pompeu

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