Poesia – ” A FERIDA”

“A Ferida”

Carlos Pompeu

Quando o Fogo do Entusiasmo

É abraçado pela senil convivência

Tudo se resume à um pleonasmo

Lutando pela vil sobrevivência

Partículas minúsculas de emotividade

Não podem nem ao menos restaurar

Renegados à Formalidade

Nem a lembrança pode afugentar

O Frio do Inverno que se instalou

e nunca mais se despediu

O Sol nunca mais brilhou

Até a esperança sumiu

Virou compromisso

que virou obrigação

Estando à serviço

do que apenas é convenção

O remorso, a aflição…

A condolência…

O desconforto, a instabilidade…

A impaciência

O inevitável contratempo

Age nas Entrelinhas do Acaso

Driblando o sentimento

Saudando o Marasmo

O clamor da apatia

Abalou o bom senso

Revelando pela Poesia

Todo meu Sofrimento

Silencioso suplício

Afeta a sensibilidade do meu ser

Um eventual armistício

Não me fará esquecer

O pesar que espanca e maltrata a utopia

A eterna quimera sem vida

que regenera com rancor e elegia

e floresce em meu peito como a mais amarga ferida

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