Cibercultuta # 6

A mística do número 6. Ainda não havia pensado nisso antes. Foi justamente em uma noite de 6 de dezembro que assistindo na TV o filme “O Sexto Dia” que tive, de fato, a inspiração para redigir o Cibercultura #6.

A produção foi assinada e protagonizada por Arnold Schwarzanegger que se tornou um ícone cinematográfico da Ficção Científica com seu Exterminador do Futuro. Tanto na primeira versão onde a máquina assassina tem um visual punk e por isso um ar mais cult, quanto na segunda parte, no início da década de 1990, onde temos a trilha sonora dos Guns`N´Roses.

Neste filme, “O Sexto Dia” ele é Adam Gibson e a trama gira em torno da clonagem que surgiu em torno do desvendamento do genoma humano que, por sua vez, foi impulsionada em 1997 pela ovelha clonada Dolly que recebeu este nome por ter sido gerada da célula de uma mama de uma outra ovelha. Assim, foi uma forma de homenagear Dolly Parton, a cantora country americana de seios grandes.

O título faz referência à uma passagem bíblica que afirma que Deus fez o homem no sexto dia. O roteiro é assinado por Cormack e Marianne Wibberley. A direção é de Roger Spottiswoode. Tudo acontece em um futuro próximo, onde a clonagem de animais domésticas é corriqueira.Mas a clonagem humana ou , cientificamente, também conhecida como clonagem reprodutiva é considerada ilegal.

Entretanto, isso não impede que uma empresa, a repet que é responsável pelos clones dos bichinhos de estimação, faça clones de seres humanos. Então temos o piloto de helicóptero Adam Gibson que sem querer acaba sendo clonado e por isso passa a ser perseguido por uns clones capagangas da empresa biotecnológica. O engraçado é que um deles não se cansa de morrer.

O escritor Willian Gibson

O curioso é que o personagem interpretado pelo Governador da Califónia tem no seu primeiro nome uma alusão à Adão (Adam), o primeiro homem da face da Terra segundo o Gênesis. Além disso, o sobrenome Gibson não nos sugere uma homenagem explícita ao escritor cyberpunk Willian Gibson?

Assista e tire suas próprias conclusões. Isto porque o filme além de ser de  ficção científica conta com muita ação e suspense, fazendo com que a película seja uma boa pedida para quem quer curtir um filme legal. Se os ingredientes que mencionei acima lhe agradarem, aí só faltará descolar a pipoca.

A diversão já estava garantida e ainda me fez pensar na rotina de nossa sociedade que a cada dia está mais tecnologizada. Os clones, os robôs, os avatares, além dos alimentos transgênicos nossos de cada dia e outros artifícios mais já entraram pela porta da frente de nossas casas faz um bom tempo.

Enfim, estes termos, já fazem parte de nossas vidas. Para o bem ou para o mal.Podemos afirmar que neste contexto é possível visualizar que a identidade do corpo físico como representatividade do indivíduo sentiu-se ameaçada. Não é mais apenas uma ameaça virtual.

Ontem, isto poderia parecer com algo improvável. Ou algo destetipo. Só que atualmente isto é uma realidade. Está acontecendo agora. Neste exato momento. É um momento de transição. Nós estamos vivendo este momento histórico. Um ponto sem retorno. Ainda não sabemos aonde iremos parar. Mas é certo que não seremos mais os mesmos. Não seremos mais como nossos pais.E isto já está acontecendo com a informatização da sociedade.

A pesquisa biotecnológica. Os experimentos com seres humanos.A simulação da experiência. A alteração de espécies animais. A Vida artificial. Enfim, hoje em dia, tudo isso é uma realidade. E isso tudo é agora. Não é mais um momento de transição, mas sim  um ponto de transição. Esta seria uma passagem para outra fase. Como em um videogame.

Só que desta vez abandonaremos nosso corpo, mas continuaremos vivos. Seria como se você não morresse. Se é que isso seria possível. Talvez seja o caminho da evolução. Assim, nessa linha de raciocínio, seria plausível abandonar a condição humana.Isto seria possível se passassemos a viver fora do nosso próprio corpo. Autonomia total sobre a existência. Pode ser. Ou não.

Escrito por Carlos Pompeu

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