Poesia – “CALAFRIOS”

“Calafrios”

A noite esvazia e escurece
Minha alma que entristece
Amarga e devastada
Como uma pessoa atormentada

Arrasada e arrastada
Pela melancolia
Para uma insolente elegia
Que possui meus sentidos


Me deixando abatido
Ferozmente deprimido
Me sinto envolvido
Pela escuridão


Só há trevas em meu coração
Não há esperança
Só sinto solidão
Calafrios me afligem então


Antevejo, à meia luz,
Uma pálida assombração
Rastejo pedindo clemência
À minha soberana razão


Do escuro surge uma sombra
Que revela um vulto oculto
Que se aproxima
Como uma alucinação


Acendo uma vela
Para observar seu rosto
Tive vontade de gritar
Com tamanho desgosto

Para minha tristeza
E espanto
Somente ossos
E desencanto


Não tinha face
Apenas uma caveira em seu lugar
Como em um pesadelo
Comigo queria conversar

Se aproximou e enfim
Senti dentro de mim
Um súbito mal estar
Que anunciava meu fim


A morte queria juntar
Seus lábios aos meus
Por meio de
Um beijo

Sua voz  ecoava pelo breu
Sussurrando que poderia
Realizar meu maior
Desejo

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