Hipermídia – “Caminhando Pelas Sombras”

Outro dia estava passeando meus olhos pelas prateleiras da Hocus Pocus e da Revistaria Avalon e me deparei com um livro que despertou minha atenção.

Faro afiado. Publicado em 2005 pela Nova Fronteira. Em bom
estado de conservação. O título ?  “Cidade das Sombras”de Jeanne
Duprau. No original “City Of Ember”. A história fala sobre uma cidade que fica embaixo da terra.

Ember é seu nome. Curiosamente, lembrei de ter assistido na semana passada(em DVD) um filme que havia sido inspirado neste livro. A própria autora, Jeanne Dupreau, assina o roteiro juntamente com Caroline Thompson.

Janne Dupreau

O ator Tim Robbins é o nome mais famoso do elenco. Assim como Martin Landau e Bill Murray. Além da impressionante Saoirse Ronan.

Elenco do Filme

Fiquei impressionado com uma narração em “off” logo no início que falava que a fé da humanidade havia sido guardada em uma caixa de metal e somente seria reaberta 200 anos depois. Isto porque o mundo e a humanidade estavam ameaçados por uma tragédia ambiental.

Então um grupo de construtores resolvem criar a cidade de Ember para que as pessoas possam se refugiar da catástrofe eminente.  Havia feito um link entre o livro e a película. Mas fiquei ainda mais fascinado quando navegando pela rede, www.aintitcool.com , encontrei um post, em inglês, que comentava sobre distopias surrealistas.

Elencava uma série de filmes. Entre eles podemos citar “Fahrenheit 451” de Truffaut ,uma adaptação do livro de Ray Bradbury, o clássico “Mertropolis” de Fritz Lang, “Laranja Mecânica”, de Kubrick; “Asas do Desejo” de Win Wenders entre outros.

Cena de ‘Metropolis” de Fritz Lang

Inclusive “Cidade das Sombras”( City Of Ember”), dirigido por Gil Kenan. Outra curiosidade interessante foi saber que já havia uma outra versão cinematográfica para este mesmo título.

Gil Kenan

Mas não se tratava de um remake. O que aconteceu foi que o título traduzido para o português do Brasil serviu para dois filmes distintos. Um se refere ao “City of Ember” e o outro a “Dark City”, também incluído na lista acima citada.

Alex Proyas

Este filme foi dirigido por Alex Proyas, o cineasta australiano que nasceu no Egito. Além de ter em seu currículo títulos com “O Corvo” e “Eu, Robô” com Will Smith e adaptado de uma trama de Isaac Asimov, um dos papas da ficção científica.

Isaac Asimov

A situação foi ficando ainda mais intrigante a cada novo clique. Novas conexões surgiram na frequência do pensamento que foi ficando cada vez mais complexo.

Cena do “Cidade das Sombras” de Alex Proyas

Isto ficou claro com a informação de que haviam muitas semelhanças entre “Dark City” e o primeiro episódio de “Matrix”do trio Neo, Morpheus e Trinity.

No site saindodamatrix.com.br, muito legal por sinal, sugere que existem muitas coisas em comum entre as duas tramas. Inclusive, sites franceses também fizeram esta observação. Existem até fotos que mostram enquadramentos idênticos.

No entanto, mais interessante ainda foi que visualizei uma ligação
entre a trama de Duprau, “Cidade das Sombras”, com “Matrix” e também com “Dark City”.

Jennifer Connoly está no elenco de “Dark City”

A leitura que fiz a partir destas informações somadasà minha intuição midiática foi de que as três obras audiovisuaiscitadas tratavam do mito da caverna de Platão.

Estátua de Platão

Tive a sensação de dever cumprido. Era a sacada que precisava para o novo post do Hipermídia.

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1 comentário

  1. muito bom, adoro o ““Fahrenheit 451″ de Truffaut, um dos meus favoritos.

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