Poesia – “POEMA VAZIO”

“Poema Vazio”

Carlos Pompeu

A sensação do vazio é terrível
Algo inconcebível
Para a razão
que cede terreno à emoção


Para o sentimento pequeno
Que espanca a alma
Com agitação, nervosismo
Sem piedade e nenhuma calma


Violência e impaciência
O Vazio absorve e consome
A alegria
que se transforma na forma


De uma melancolia
Legítima filha da agonia
Que toma de assalto
Meu pálido ser


E nem ao menos reage mais
à este entristecer
que se instalou sem sequer
pedir ou dizer


A devida
Licença poética
Rasgou o peito e tatuou uma ferida
Criando uma nova estética


E me deixou cair em um precipício
Com indícios
De uma vasta solidão
Que flui como larva de meu coração


Sou as trevas
O Lado Sombrio
O pecado e sua flor
Cheia de Vazio.

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5 Comentários

  1. L25 R1A2

    Fenomenologia do (Ser) Vazio
    Munch revisitado

  2. L25 R1A2

    O Poema se afirma a cada leitura, como toda obra de arte.

  3. L25 R1A2

    Música “incidental” para o Poema:
    Tristão e Isolda: Prelúdio do 3º Ato
    (antes do solo de corne-inglês).

  4. L25 R1A2

    De si, e para si.

    “É para ti que as águas* vão polindo
    os sentidos desse único sentido”

    Excerto de “Percepção”, em Plural de Nuvens (GMT)

    * versos ?

  5. L25 R1A2

    “É PARA TI (o poeta) QUE AS ÁGUAS (os versos) VÃO POLINDO
    OS SENTIDOS (melancolia) DESSE ÚNICO SENTIDO (o vazio).

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