Cibercultura #8

Diga o que você acessa. Com esses dados podemos dizer quem você é. É isso mesmo. O provébio biblíco poderia ser lido desta maneira nos século XXI. Parece ficção científica. Mas não é.  A verdade é que algumas pessoas conhecem você por meio da sua navegação. Fato. Eles já conhecem você. Em contrapartida, você já ouviu falar dos Numerati?

Você pode ficar sabendo tudo e um pouco mais sobre isso lendo o livro “Numerati” de Stephen Baker, com tradução de Ivo Korytovski, lançado pela editora ARX.

Stephen Baker

O autor é um jornalista que escreve, faz mais de vinte anos, na Business Week. Além de ter publicado textos no Wall Street Journal, Los Angeles Times e Boston Globe. Também foi laureado com o prêmio Overseas Press Club. Baker também edita um dos 50 blogs imperdíveis do ciberespaço, o Blogspotting.net. A fonte desta informação é o New York Times.

Mas o que seriam os Numerati? Segundo o que se lê na contracapa do livro podemos afirmar que trata-se de “membros de uma elite da ciência da computação matemática focados em analisar todos os nossos passos em busca de padrões de comportamento que possam prever o que queremos comprar, em quem vamos votar, por quem vamos nos apaixonar”… é mole? Isto também é conhecido como mineração de dados.


Em outras palavras, este mapeamento serve para tornar você um cidadão manipulado. Abre o olho. Você está sendo vigiado. Ainda se lembra daquela história de privacidade? Pois é, este conceito evaporou-se. Qual foi a última vez que você leu em uma plaquinha algo como “Sorria! Você está sendo filmado”?

Como diria Stephen Baker é o surgimento de uma rede de bisbilhotice global. As câmeras de segurança estão por toda parte. Só em Londres são 200 mil funcionando. Segundo a polícia britânica a imagem de uma pessoa pode ser vista em umas 300 câmeras em um único dia.

Mesmo com esta tecnologia toda, por mais irônico que isto possa soar, ainda confundem inocentes com terroristas. Jean Charles foi uma vítima desta contradição.


Entretanto, cabe ressaltar, por essas e outras, que a vida e o comportamento humano é algo extremamente complexo. Você pode levantar alguns dados e chegar à uma conclusão errada. Portanto, não seria muita presunção acreditar que padrões estatísticos de dados poderiam revelar, de fato, quem realmente somos?

O questionamento é saudável, mas temos que considerar que esta tendência de tentar decodificar a vida por meio de uma análise estatística já está ocorrendo. Por exemplo, eles já sabem que você está lendo este texto. Não adianta deletar o histórico de navegação. Você virou objeto de análise dos numerati.

O Menino Prodígio

Santa pretensão, diria o menino prodígio. Mas a coleta destes dados geram informações que podem ser negociadas com os anunciantes. Você pode ser o público alvo de um novo produto que está entrando no mercado.

Além de servir para encontrar o consumidor certo, serve também para encontrar sua alma gêmea. Assim , por meio de padrões semelhantes você poderia encontrar o amor da sua vida. Mas não foi isso que aconteceu com Baker. Ele e sua esposa se cadastraram no Chemistry.com, que é um site de namoro.

Preencheram questionários. Os dados foram analisados . Entretanto, os algoritmos revelam um perfil amoroso que , literalmente, separa o casal. A biologia da personalidade não funcionou. Isto ocorreu talvez pelo fato de que a busca do amor envolva sentimentos e emoções. Uma máquina pode apontar uma tendência , mas ainda é incapaz de decifrar uma emoção.

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