Poesia – “ELEGIA”

“Elegia”

Opaco, turvo e sombrio
Triste, soturno e vazio
Obscuro sinistro lamento
Amargo, doloroso sofrimento

Que me arrasta
De forma nefasta
Pelo desfiladeiro
Da agonia
o verso derradeiro
desta minha elegia

Emoção desvairante
Entristece meu semblante
Comoção que instiga
Essa depressão angustiante

Estou em apuros
Tudo à minha volta é escuro
Só há consternação
Rancor, mágoa e aflição


A repulsa provoca o mal estar
Sinto o pesar funesto e nebuloso
deste mau agouro que não consigo evitar
Sou atormentado por este sentimento cabuloso


Os doze deuses
Do Olimpo
Não têm a dimensão
Da dor que realmente sinto

Para os imortais helênicos
Toda tragédia é uma encenação
Mas o punhal da tristeza
Feriu de morte meu coração


Morbidez Tempestuosa
Sobraram apenas espinhos da rosa
Escarlate que no caminho
sozinho, e ainda apaixonado, colhi
e que , por sua vez, simbolizava
O amor que, de forma tenebrosa, no vale das sombras, perdi

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