A Primeira Noite – V GOYAZ FESTIVAL

 

por Carlos Pompeu (texto), com fotos de Mírian Mendonça e Sabrina Curado.

 

O público lotou o Palácio de Música Belkiss Spenziere

 

Após um longo e tenebroso inverno, algo em torno de uns 50 meses,
provocados pela vaidade e falta de visão cultural, a primavera
novamente floresceu no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

 Algo semelhante
aos contos de fadas , onde a velha a bruxa malvada após um glacial
período é destronada de sua malevosidade e toda a magia e os encantos
da natureza voltam a sorrir.

Pedro Diniz e Viviane Louise

Enfim, um momento histórico, apesar dos
notáveis problemas de infra estrutura , que supomos (como mero
apreciadors das artes) que serão sanados ao longo do, mais breve,
tempo. Entretanto, o esboço já está pronto para apreciaçãoe a devida
degustação estética, indo além de um belo cartão postal que, por sua
vez, ainda há de ser uma grande referência e com uma enorme relevância
cultural .

Kamylla Katy, Thalita Xavier e Ana Paula Gomes

 

No entanto, o público, com o devido espírito cívico-festivo, recebeu
de braços e corações repletos de paixões o V GOYAZ FESTIVAL
http://www.goyazfestival.com.br/ , Mostra de Música Instrumental, que
marcou simbolicamente um momento de renascimento cultural e artístico
para o estado de Goiás, maltratado injustamente pelo tenebroso inverno
que agora é apenas mais uma página  virada que ficou para trás.

Antônio Guerino e Ludmila Amaral

 

 O evento evoca na memória o festival de Montreaux, o maior festival de
música da Suíça, às margens do Lago Leman, que teve sua primeira
edição em 1967 e hoje juntamente com os relógios e os chocolates
representam , pelo mundo, o país dos cantões, além de ser uma
referência para todas as formas de música.

 

Cristiano Caramashi, Leandro Roriz e Lan Diniz

O GOYAZ FESTIVAL originalmente era realizado no período do carnaval,
mostrando a ousadia e a inovação de seus organizadores em nome da
diversidade cultural. No princípio, a intenção era apresentar para o
público o que havia de melhor na música instrumental feita em nosso
país sem maiores implicações e que agora coloca Goiânia no mapa da
cena cultural, assim como o Festival de Montreaux.

 

Este renascimento cultural não poderia ocorrer em outro lugar a não
ser no Palácio da Música Belkiss Spenziere, no Centro Cultural Oscar
Niemeyer, cabe ressaltar que outros vultos da cultura goiana como
Bernardo Elis e José J. Veiga ainda aguardam de coração aberto os
livros que enriquecerão o povo goiano em suas respectivas bibliotecas,
que, em breve, devem ser entregue à população como todo o complexo
levantado para celebração da cultura no coração do Brasil.

A escritora Adriane Sarmento estampando a felicidade.

Um festival da magnitude do GOYAZ FESTIVAL acontece no Palácio da
Música que homenageia Belkiss Speziere Carneiro de Mendonça( 1928 –
2005), vilaboense, filha do Seu Belmiro e dona Diana que se revelou
uma grande pianista formada na Escola Nacional de Música da
Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.

 A musicista escreveu
inúmeros artigos sobre música em jornais e revistas, além de ser uma
estudiosa e pesquisadora, sendo uma pessoa dedicada que muito fez pela
instauração de um Conservatório de Música em Goiás, o berço da Escola
de Música da Universidade Federal de Goiás( UFG).

Cabe ressaltar que
dona Belkiss, como era carinhosamente chamados por seus inúmeros
admiradores, também foi integrante da Academia Brasileira de Música,
entidade fundada pelo Maestro Villa Lobos.

Souhail ladeado pelas jornalistas Janaína Gomes e Karla Rady da Olho Comunicação

É verdade que ainda falta uma linha de ônibus que leve o povo do
centro da cidade para este maravilhoso Centro Cultural. No entanto,
temos que ressaltar a boa vontade e o compromentimento com a cultura,
de reabrir as portas para um festival que , com certeza, trará uma
maior visibilidade para Goiás, como o já citado festival suíço. A
grandiosidade e relevância do V GOYAZ FESTIVAl está nos seus 4 dias,
de 19 a 22 de janeiro de 2011, e os 44 músicos que aqui estiveram para
compartilhar com a população a magia da música.

 

A casa estava cheia, platéia animada, os bons ventos da esperança
irradiavam a euforia no público presente. Risos, conversas, não
poderiam ser contidos.

Afinal, o tenebroso inverno era coisa do
passado. Bocato e sua esplendorosa banda, formada por Chico Willcox(
baixo); Eric Escobar( teclados), Cris Galante( Percussão); Vítor
Cabral( Bateria)e Cássio ( Sax Alto); subiriam ao palco para dar
início à grande festa.

O trombonista Itacy Bocato Júnior estudou
composição e regência na Universidade Estadual de São Paulo. Em seu
currículo de intrumentista virtuose somam-se nomes como Elis Regina,
Rita Lee, Ney Matogrosso, Itamar Assunção, Carlinhos Brown, Leny
Andrade e João Donato. Também é válido ressaltar que Bocato, em 1999,
participou do Festival de Montreaux, divulgando seu disco “Samba de
Zamba”. Outro disco seu que fez muito sucesso na Suíça foi “Acid
Samba”.

"Dee Jay" Múcio e Fred Valle

Em seguida, ainda na primeira noite, o dee jay Múcio e o músico Fred
Valle subiram ao palco chamados por Pablo Kossa, o apresentador
oficial do V GOYAZ FESTIVAL. Este projeto me remeteu ao “The
Colagens”, projeto de Fred juntamente com o produtor musical e
guitarrista Front Jr, que recebeu grandes elogios de Antônio Carlos
Miguel do jornal impresso O GLOBO.

 Isso nos evoca mais uma semelhança
com o famoso festival suíço que ,já nos anos 70, abriu às portas para
novas tendências da música. Múcio Guimarães trouxe a programação e os
samplers, uma nova tendênbcia, que junto à percussão de Fred Valle
acrescentaram um novo tempero ao que se já convencionou chamar de
world music.

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3 Comentários

  1. souhail assal

    ola ,pompeu

    valeu.parabens pelo trabalho.

    adorei o texto,claro ,coerente,inteligente e justo como todo sagitariano tem que ser.

    abcs,cosmicos,

    souhail.

    • L25 R1A2

      Pegando carona: o texto é espontâneo, e por isso mesmo autêntico, à la Kerouac. Tem estilo, é o que importa: o seu estilo permite lhe conhecer, e reconhecer – mesmo em textos não assinados. Você vai improvisando sobre o tema, como um instrumentista do bebop (meu gênero de música). Mas vai mais além: as evocações (“O evento evoca na memória o festival …”) parecem corresponder à improvisação (invenção) de novos temas, em tempo de execução, como o free jazz; com um fraseado eufônico, sem maneirismos, simples ! Dizem que para simplificar o texto é preciso saber escrever bem. Manda ver !!!

  2. Bruno

    Eu conheço a Ana Paula Gomes!! uhauhauhauha

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