Ficção – “NYX – A Magia da Noite”. Capítulo VI – “Noite no Limbo”

“NOITE NO LIMBO”

O portão ficou entreaberto. Arriscou um olhar. A curiosidade
esbarrou na ansiedade e a empurraram para dentro do Limbo.

Observou um vulto de alguma coisa
grande e disforme surgindo no escuro. Era Caronte. Tinha no rosto a
expressão de estar visivelmente assustado. Causava medo. Ele parou e
ficou ofegante. Não disse nada. Parecia estar em transe psicótico.
Muito estranho. desci por um corredor pouco iluminado e saí na pista
de dança.

 

Ou o que poderíamos definir como sendo uma dança. Todos movimentavam seus corpos  desordenadamente. Uma coreografia sem nexo algum.
O ambiente era escuro. Notei que todos usavam fones de ouvido.
Uma pequena luz verde brilhava em cada um deles.

 

                            ‘Onde Blanche richards se meteu dessa vez?”. Ela pensou.

 

Talvez essa pergunta procurasse por uma brecha para invadir seu pensamento. Em um primeiro  momento, Blanche, não viu Melquíades. Muito menos tinha noção do que seria aquele ser ou coisa que havia seguido até o Limbo.

Lucíolo, o barman, lustra um copo no balcão. Então, de relance,
seus olhos observam o sorriso do veneno. Veruska dá uma piscadinha em
sua direção. Não era um flerte, mas uma espécie de “oi, tudo bem?”

Então, como resposta deixa escapar uma risadinha. Em seguida, como se
tivesse levado um susto, engole em seco. Isto porque ao girar o rosto
para o outro lado acaba vendo o garoto da meia noite. Ele fica sério.
Finge que não viu. vai atender outra pessoa no canto do balcão.

Esse alguém pediu alguma coisa para beber. Ou algo assim. Quem foi que
pediu o que? Seu nome é Dante Virgílio.

O que fazia ali?

Investigava alguma coisa. O celular vibrou. Era Beatriz Boulevard. Uma repórter que estava colhendo dados para uma matéria.

Uma mão lava a outra. Foi o que imaginou naquele instante. A
informação tinha que circular. sabia que seria mais uma fonte para a
jornalista. Mas, em contrapartida, os dados que havia levantado
poderiam servir de alguma forma em sua investigação.

 

Ele demorou um
pouco para atender. Lucíolo foi atender outra pessoa.

_Beatriz?

oi
querido… você está ocupado?

Dante saiu, literalmente, correndo por entre aquela pequena multidão
que se aglomerava em volta do bar. Esquiva aqui e ali e responde: só um momentinho!

 

Então, entra no banheiro. É que caiu o controle remoto. Simula indiferença.
Você está em casa? É … sim… quero dizer… – quando iria dar
continuidade a sua fala uma descarga foi acionada. Provavelmente ela
ouvira o barulho – mesmo assim emendou … estou em casa. Eu também
estou- ela respondeu. Esclarecido este detalhe passaram a conversar
sobre o assunto que tinham em comum.

A matéria que Beatriz estava preparando era no início para falar sobre
a violência urbana. Logo, descobriu que existia uma forte conexão com
o uso de elixina. neste momento o aparelho de Dante quase cai dentro
da privada. Após o resgate, que foi resultado de um golpe de vista
perfeito, disse: Eu já suspeitava!

Foi um tanto irônico. Como não tivesse dado importância alguma a
informação. Algo redundante. Pensou em soltar uma piadinha tipo
‘então, você descobriu a América?”.

Mas preferiu ficar calado. No
entanto, isso era óbvio. Por isso, foi a pauta que passaranm para
Beatriz Boulevard. Só que ela descobriu coisas interessantes que
ligavam tudo aquilo ao Limbo. Resolveu guardar sua ironia no bolso e
passou a demonstrar interesse.

Havia alguma coisa estranha acontecendo no Limbo. não precisava
perguntar para sua intuição para ficar sabendo isso. E isso não era o
fato de o lugar funcionar clandestinamente. Foi isso que raciocinou.
Não comentou nada.

O discurso da repórter, então, saiu da
classificação interessante e passou a ser reclassificado como
fascinante. Isto porque ela mencionou uma seita de vampiros.

O que é que você está falando? Ficou sério e surpreendido ao mesmo
tempo. Não esperava ouvir algo neste sentido. Eles adoram uma deusa.
Ela disse. Dante ainda não havia se adaptado ao novo teor da conversa.
Não esperava ouvir algo que soasse como sendo sobrenatural. Até que
ponto isto poderia ajudar em sua investigação?

 

Enquanto divagava nesta linha de raciocínio desligou seus sentidos.
Portanto, só ouviu quando ela mencionou “Eris: a deusa do caos. A
filha de Nyx”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: