“Na Periferia do Punk” Exposição de Oscar Fortunato

“Na Periferia do Punk” –  Exposição de Oscar Fortunato.

por Carlos Pompeu com fotos de Sabrina Curado e Lydia Himmen

 

A arte de Oscar Fortunato ultrapassa o suporte físico de suas telas. Enquanto artista, a partir do contato visual com sua obra, não apenas sobre molduras, mas em intervenções das mais diversas, como um carro por exemplo, não podemos classificá-lo com rótulos.

Boi, Oscar Fortunato, Fabrício Nobre e o blogueiro Carlos Pompeu

Isto porque extravasa o senso comum. Ou seja, representa a essência do verdadeiro artista. Um inconformista de plantão. Um exemplo prático desta afirmação é um quadro que tem granadas como, poderríamos dizer, protagonistas da tela.

Ivan Pedro, DDA (doentes do Amor) discotecou "Na Periferia do Punk"

Este artefato explosivo, no plural, literalmente, sai do quadro e invade a parede entre outros detalhes que nos chamam atenção e nos desafiam a pensar sobre isso e não apenas o exercício da contemplação.

Na exposição “Na Periferia do Punk”, um conjunto de 15 peças, que foi apresentada no dia 15 de fevereiro de 2011, na galeria do marchand Marcos Caiado, onde tivemos o privilégio de estarmos presente encontrei com Mário Cavalcante, professor da UFG e mestrando na interrelações entre Artes Plásticas e Literatura, que comentou, informalmente ter ficado sensibilizado com o “compromisso” artístico de Oscar Fortunato que abre mão , conscientemente, do bom mocismo e mergulha com toda sua alma em um universo próprio, sem rodeios e regionalismos, por referências do mundo pop.

No entanto, sua obra flerta com o caos e a insere num contexto de urbanidade. Conversando com o mesmo, sempre simpático para com todos, confirma que um leve devaneio, nos jardins coloridos do imaginário, que tivemos tinha sua lógica. No caso citei nomes como Andy Warhol e Basquiat e sugeri uma espécie de link com seu trabalho.

O artista plástico confirmou essa linha de raciocínio ao revelar ter influência destas fontes citadas. Assim, pudemos vislumbrar: em todos eles (Warhol, Basquia e Oscar Fortunato) algo que não só os unia, mas que significava simbolicamente um senso de ruptura, um pacto criativo em nome da Arte.

Também , cabe ressaltar, que não escapou da nossa intuição que há um nítido dialógo, de Fortunato, com a estética punk. Mas ele, enquanto artista, não se rende`a clichês, o lugar comum, e subverte este conceito. E faz isso com a agressividade do Punk Rock e a ação libertária do skatista que se joga, em manobras radicais, sobre um shape, desafiando o perigo sem o medo do tombo.

Gilvane Felipe, AGEPEL, marcou presença na exposição de Oscar Fortunato

Aliás, uma possibilidade real. O arquiteto Maurício Mota, que outrora liderou a visceral banda “Hang The Superstars”,também presente na Exposição, resumiu bem meu pensamento a respeito da obra de Oscar Fortunato. Segundo suas palavras: “Estética é tudo”. Fortunato não tem receio, não tem pudores, não tem amarras.

Daniela Arantes, produtora do Bailinho, e a arquiteta Mírian Mendonça

O artista faz uso da plena liberdade para atuar com imensa desenvoltura no seu universo criativo como um demiurgo que reverte e reinventa o caos para transformá-lo na mais sublime das artes.

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