Ficção – “NYX – A MAGIA DA NOITE” Segunda Parte (Capítulo XIII – “A Primeira Pedra)

Capítulo V

“A Primeira Pedra”

Meu avô me disse que o sol era o ouro, que a lua seria a prata, que marte era o ferro e saturno era o chumbo. Eram os quatro elementos . Terra. Água. Fogo. Ar. Tudo estava interligado simbolicamente. Entre os animais, o unicórnio representa a terra. O peixe, a água. As salamandras representam o fogo, assim como os pássaros o ar. Eu gostava de ouvir. O seu discurso era um recurso que utilizava não para me doutrinar, mas para me deixar envolver pelo seu carisma.

Enquanto isso, falava sobre mercúrio, enxofre e sal. Estava fascinado pela presença de espírito do meu avô. Sentia-me seguro e protegido. Costumávamos passear de mãos dadas. Não me importava por onde seguia. Ele me dizia: jovem Frederico o ouro e a prata eram compostos de mercúrio e enxofre em sua forma pura.

Por isso é que fabricamos ouro. É algo muito simples. Sentia como se fosse a pessoa mais importante do mundo. Ainda mais com o vovô falando que outros metais continham impurezas. lógico, que tem que haver um processo de purificação. Mais tarde entendi isso como encontrar o que há de bom dentro de você mesmo.

Em uma tarde enquanto caminhávamos por um bosque me pediu que abrisse a mão. Não acreditei quando senti a primeira pedra na palma de minha mão. A pedra filosofal que possibilitou a purificação do enxofre que assim possibilitou a transmutação do chumbo em ouro. Explicou que o enxofre era como a paixão.

Falou que não poderia me apegar àquela pedra que podia tocar, mas que sempre me lembrasse o que ela representava. Uma busca interior. Por meio de umn processo de purificação da alma. Se não me perderia pelo caminho como o meu pai. Meu avô não se referia com raiva quando se referia a ele. Com o tempo fiquei sabendo que meu pai havia usado os arcanos para saciar seus desejos.

Aprendi que tinha um poder valioso nas mãos e que teria de continuar agindo com humildade, pois a soberba poderia me jogar pelo penhasco abaixo. Não queria ser engolido pela minha própria sombra.

De uma certa forma o velho Nicolas Flamel estava testando seu descendente. Ele me ofereceu o mesmo que havia ofertado a meu pai. Sabia que ele havia feito uma escolha. Agora me oferecia a possibilidade para escolher meu próprio caminho.

A Ordem dos Vampiros passou a me seguir quando soube que herdei toda a simbologia do meu avô. Conhecia um pouco sobre Miguel Dragão, mas não o suficiente para enfrentá-lo em um combate. Mas sabia que mais cedo ou mais tarde isso seria inevitável. Se com pedaços da pedra filosofal já havia disseminado o mal pelo mundo, o que poderia fazer em posse do Necrominicon.

Tinha que me preparar para quando esse dia chegasse. Apertei a primeira pedra que estava na palma de minha mão e disse que nunca entregaria os conhecimentos que estavam contidos naquele livro para alguém tão mal intencionado como meu adversário.

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