Ficção – “NYX – A MAGIA DA NOITE” Segunda Parte “O SEGREDO DO ALQUIMISTA” (Capítulo XVI- A Ordem dos Vampiros)

A ORDEM DOS VAMPIROS

O líder do conselho do anciões era o cargo mais alto da estrutura hierárquica da ordem dos vampiros. A lealdade, a honra e o conhecimento eram valores cultivados. Um sistema rígido que tinha uma única finalidade. Preparar a chegada de Eris. O mundo já estava caótico. Faltava apenas o maldito livro para que se pudesse invocar por toda a eternidade o reino do caos.

O arquiduque Vladislaus comandava os rumos da seita desde os tempos mais primórdios. Representava a linhagem das serpente. Ainda haviam duas outras linhagens, a do escorpião e a do escaravelho.

Miguel Dragão era o seu braço direito. Os seguidores da linhagem da serpente eram estudiosos dos mistérios ocultos. Esta era a religião dos vampiros. Adoravam Eris e também cultuavam Kali, a ceifadora de vidas, a deusa sanguinária de quatro braços.

A seita dos vampiros acreditava que o universo era controlado por duas forças. A Harmonia e o caos. A tolerância e a intolerâcia que gerava o mal. Por isso a ordem sempre fora controlada por um membro da linhagem da serpente.

Pois eram cruéis e impiedosos. Não aceitavam viver em harmônia. Preferiam o desequilíbrio. Assim, seriam beneficiados em saciar o desejo que tinham por sangue humano. Por isso propagavam confrontos sangrentos que eram motivados pela discórdia. Este era um dos motivos da supremacia da linhagem da serpente sobre as demais. Além do fato de usarem a magia negra.

Vladislaus não teve tanta sorte ao tentar invadir a casa do alquimista por meio de sua magia. Nicolas flamel havia blindado sua residência contra maus espíritos. Dentro de sua casa, o alquimista, estava seguro. O seu lar era inviolável. Acreditava nos quatro elementos e sabia utilizá-los a seu favor.

Vladislaus, mesmo com seus conhecimentos ocultos, não conseguia entrar na frequência em que as vibrações de Flamel atuavam. Precisou de um ardil.

Naquele tempo já dominava e oprimia os seres humanos mortais, que viviam sob o seu domínio. Porém existiam alguns dissidentes. Alguns ousavam pensar de outra forma. Como se fossem homens livres.

Mas isto não haveria de ser permitido. Chamou um homem de sua confiança, que cuidava de suas finanças. Um homem ambicioso e bastante apegado as coisas materiais. Não era um membro da seita.

Por isso não foi castigado. Mas até então seguia o arquiduque Vladislaus cegamente. O arquiduque ficou intrigado. O homem não retornou para lhe dar nem mesmo satisfações. Nunca mais voltou. Tornou-se livre e passou a seguir seu próprio caminho.

Aquilo só poderia ter sido coisa daquele alquimista que não tinha nada da besta.Vladislaus ficou enfurecido. Praguelou. Blasfemou. Foi quando suas súplicas foram ouvidas por Moloc. O perverso anjo resolveu se aproximar.

Não se apresentou, manteve se nas sombras. Como uma coruja passou a observar tudo da escuridão. Então, descobriu que o vampiro procurava pelo livro que já havia despertado sua atenção. Moloc presenciou quando um anjo o entregou à uma criança. O que a criança aprenderia com a leitura daquele livro?

Resolveu apoiar Vladislaus em sua busca pelo Necrominicon. Isto porque Moloc foi consumido pela cobiça. Aquela missão seria como roubar um doce de uma criança. Só que a criança era um alquimista que sabia das coisas.

Então, passou a ser um desafio. O fato de fabricar ouro foi considerado como uma ofensa por Vladislaus. Não comungava de ideais socialistas. Moloc se assustou quando teve conhecimento sobre a existência do elixir da longa vida. A divindade maligna sabia que o alquimista se guiava pelos quatro elementos.

A terra, a água, o fogo e o ar. Buscou entre os elementos uma forma de se relacionar e assim combater o alquimista. Foi então que surgiu o Dragão. O ardil do roubo não funcionou. Flamel e Perrinelle conseguiram escapar. Encontraram uma poção do elixir da longa vida.

Ao longo dos séculos, transformaram aquela poção em um entorpecente poderoso que possibilitou que o mundo o mundo fosse apresentado a um das faces do caos maligno. Agora que o fim do mundo se aproximava, Vladislaus, sabia que havia chegado o momento de invocar a presença de Eris que viria juntamente com a estrela Sírius.

Acreditava que ,em breve, teria o maldito livro em suas mãos. Entretanto, antes de morrer desiludido com a maldade que governava o mundo, o velho alquimista confiou a seu neto Frederico a guarda do artefato mágico que Vladislaus tanto necessitava para invocar Eris.

Assim, diante de todos estes sombrios acontecimentos, Frederico Flamel sabia que seria implacavelmente perseguido. Não haveria no mundo ouro suficiente para lhe comprar um pouco de paz. E de que adiantaria a imortalidade se deveria viver acuado e com medo de ser caçado por um vampiro?

Tinha que reagir. Não poderia vestir o manto dos derrotados. Lutaria pela sua liberdade. Por isso, ainda carregava consigo a esperança. Deveria existir uma forma de se libertar desta sina.

Ele sabia que o ouro poderia ser transformado a partir do chumbo porque tinham o mesmo elemento. Teria que usar seus poderes alquímicos da transmutação para se afastar do mal. Foi assim que se transformou em uma outra pessoa, assim surgiu Bernardo Belisário, com a ideia de manter oculto o segredo do alquimista.

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