Ficção- “NYX – A MAGIA DA NOITE” Parte III ( Capítulo XVIII – “A Perseguição do Mal”)

“A Perseguição do Mal”

Um anjo perverso sabia que um alquimista tinha conhecimento dos quatro
elementos. Por isso buscou a imagem do dragão que tinha um significado
especial para os mistícos.

Segundo esta visão tratavam-se de seres
dotados de poderes mágicos que representavam uma divindade que
dominava os quatro elementos.

Entretanto, na origem da palavra, que
nos remete ao grego, temos  a definição de grandes serpentes.
Portanto, uma alusão direta a linhagem da serpente que comandava a
ordem dos vampiros.

Escolheu Miguel para tentar sustentar uma imagem que não traduzia sua
verdadeira natureza. É o nome de um dos três anjos citados na Bíblia.

Daniel, o profeta na cova dos leões, cita o nome do arcanjo. Assim,
tentava dissimular sua verdadeira personalidade. Além disso, o seu nome
fazia alusão ao chefe de um exécito de anjos fiéis ao Cristo.

Como Miguel Dragão pensava ocultar que fosse Moloc, o invejoso anjo que
desejava se apoderar do livro do alquimista.

Todavia, apesar do
disfarce, não obteve êxito. Partiu para a violência, como de seu
costume. Parece que agia com maior desenvoltura quando se tornava mais
agressivo.

Foi em um sonho que o livro foi entregue ao alquimista quando
ainda era uma criança. Na fronteira com o pesadelo lá estava o obscuro
ser alado que se surpreendeu com a cena. Ficou intrigado.

_ O que havia
de especial naquele livro?  Sentiu inveja. O anjo triste ficou
comovido. Queria aquele artefato para si.

Invadiu a casa do alquimista
que conseguiu fugir.

Apesar de furtar algumas preciosidades ainda assim queria o objeto que
havia despertado sua cobiça. Nicolas Flamel, ao longo do tempo,
conseguiu se esquivar de suas artimanhas.

Mas seu filho não soube
negar a tentação. Como Fausto, de Goethe, vendeu sua alma.

Frederico Flamel foi o fruto de uma relação que seu pai, o pródigo,
teve com uma sacerdotisa envolvida entre os véus do mistério.

A filosofia e a prática da magia guiavam seu corpo, sua alma e sua
mente. Ela não apreciava muito as discussões que tinha com o pai de
Frederico, que tinha a ambição de satisfazer seus desejos.

Mas foi isso que os uniu. Ela, a sacerdotisa, ficou grávida. Após o parto, o menino foi
entregue aos seus avós paternos. Em seguida, sua mãe, morreu. Ela
trocou sua vida pela alma do amante, que era pai do seu filho.

Certa vez, em uma noite de chuva, Frederico Flamel foi atacado por Miguel
Dragão. Uma armadilha anunciada. O neto do velho alquimista Flamel sabia que um dia algo
assim aconteceria. Seu avô já havia preparado seu espírito para este
confronto. Mas aquele encontro deixou o pavor comandando suas emoções.

Crucifixos e alhos não ajudariam. Mas como filho de uma sacerdotisa
recebeu alguns artefatos mágicos como herança. E foi por meio do uso
de um deles que conseguiu escapar.

Como Perseu que ganhou, das ninfas,
a capa da invisibilade de Hades, o deus dos mortos; Frederico tinha
algo similar. Assim conseguiu se esquivar do vampiro em meio à
escuridão.

Assombrado, pelo medo que o deixou em estado de alerta, passou a se
esconder. Tinha receio de que Miguel Dragão pudesse surgir do nada
para roubá-lo. Passou a sofrer com a ansiedade. Noites em claro.

Evitou dormir porque tinha medo de encontrar aquela figura sinistra em
um pesadelo macabro. Mas ele resolveu enfrentar aquele sentimento.
Sabia do perigo que o rondava.

Deveria agir com precaução.Para isso
evitaria dar passos em falso. Resolveu, com o uso da magia, se
transformar em outra pessoa. Durante algum tempo funcionou.

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