Resenha Livro : “FAHRENHEIT 451″de Ray Bradbury, Ficção Científica sobre a importância da leitura em nossas vidas.

Um livro é bom quando o texto flui e facilita a leitura. Atualmente, é
bem vedade, o hábito da leitura não é muito constante. Talvez por
causa do videogame, da internet, mas não existem dados. O Certo é que
poucos, de fato, lêem. Isso lembra um pouco “Farenheit 451”, que serve
de objeto para esta resenha, livro de ficcção científica escrito por
Ray Bradbury.
Ray Bradbury
Trata-se de uma distopia, o contrário da utopia que pode ser entendido
como aquilo que idealizamos , mas não conseguimos realizar. Recorro ao
dicionário, tido como pai dos burros e amigo dos sábios, e temos lá :
civilização ideal, imaginária, fantástica.
Aliás, um termo inventado
por Thomas More em sua obra que tem este mesmo título. Já a distopia,
também considerada como antiutopia é antítese da utopia. Portanto,
distopia seria uma utopia negativa.

 

Exposto isso, podemos continuar com nossa resenha, sendo assim, Ray
Bradbury, o autor, é um conhecido escritor de ficção científica, tendo
suas “Crônicas Marcianas” , uma coletânea de contos, que trata da
colonização de Marte pelos seres humanos. Sendo, portanto sua obra
mais recorrente na memória do grande público.

 

 

Neste livro, “Fahrenheit 451”, sugere uma sociedade que abole os
livros. Isso mesmo. Neste contexto, você seria preso por estar de
posse ou por guardar um livro. E o pior de tudo e se você tiver a
ousadia de lê-lo. Todo mundo aponta o dedo. logo, sua casa era
invadida por bombeiros que queimavam tudo até a última linha impressa.

 

Inclusive, o título, faz referência á temperatura que o fogo queima o
papel. Nesta sociedade sugerida todos são consumistas. A propaganda
dita a regra como dentifrício tal resolve. Era isso e pronto. Não
havia espaço para o pensamento crítico.

 

Será que isso lembra alguma
coisa? Voltando à ficção, as pessoas também acompanham a vida alheia
em telas que estão espalhadas em suas casas. Não parece reality show
como o famigerado “Big Brother”? Detalhe, o livro de Bradbury foi
escrito em 1953.

 

Pois é, isso abre espaço para questionarmos que não teria sido um
exercício de futorologia? Uma antevisão de um futuro com base em dados
reais? Veja só o poder da ficção científica e da literatura em geral.

François Truffaut
O conceituado cineasta francês, François Truffaut, um dos fundadores ,
assim como Jean-Luc Godard e Claude Chabrol, do movimento artístico
conhecido como ‘Nouvelle Vague”, levou esta trama para o cinema. Isto
ocorreu em 1966 e foi o primeiro filme colorido de Truffaut,
colaborador, escrevia críticas e artigos, na famosa revista “Cahiers
du Cinéma”, de André Bazin.

 

O personagem principal de “Fahrenheit 451” é Guy Montag, um bombeiro
encarregado de colocar fogo, de incinerar os livros tão nocisos para a
autoritária sociedade futurista.

 

Afinal, a ação se passa em um futuro
aparentemente distante. Montag, que na vida real é o nome de uma
fábrica de papel, vive com sua esposa Mildred, uma mulher adulta que
conversa como se fosse uma criança. também pudera, nunca leu.

 

Mildred com amigas vendo sua "família"

A vida de Mildred, assim como de suas amigas vizinhas, reflexo da
sociedade, se resumia em acompanhar a vida que era passada na tela de
sua casa. A expressão televisão não é muito utilizada no livro. E
essas pessoas (os brothers?), eram consideradas como sendo sua
família. Ou seja, deturparam os conceitos e valores familiares.

Então,Guy Montag encontra Clarisse, uma adolescente rebelde, que lhe
desperta o interesse pela leitura. A interação dos dois nada tem a ver
com a que temos no filme “Beleza Americana” de Sam Mendes. Não chega a
rolar um clime romântico entre ambos. Nem mesmo a sugestão de um
“affair”.

Montag, em um primeiro momento, acha estranho as atitudes de Clarisse.
definitivamente ela não era a personificação do mal. pelo contrário,
era simpática e comunicativa. Montag fica impressionado com sua
alegria juvenil e o modo como ela observa as coisas ao seu redor. E de
uma certa forma, não deixa de questionar o governo totalitário
representado pelo Capitão Beatty, o chefe de Guy Montag.

Um belo dia, sem mais nem menos, Clarisse desaparece. Isso mexe um
pouco com os alicerces emotivos do nosso protagonista. Logo faz
amizade com Faber, nome de um fabricante de lápis, que na trama é um
professor aposentado e que vive clandestinamente. Faber, atua como seu
mentor, lhe apresenta ao mundo dos livros. Isso o transforma em um
subversivo, passando a ser perseguido e tendo que fugir da cidade,
onde vai se juntar a um grupo de rebeldes que decoram os livros para
que o conhecimento não se perca.

Enfim, “Fahrenheit 451”, é um ótimo livro, um verdadeiro vira páginas,
recomendado para leitores de todas as idades, sobre a importância da
leitura em nossas vidas.

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3 Comentários

  1. geolliveirasilva@hotmail.com

    *_-

  2. Republicou isso em Tecnocibernetico's Blog.

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  1. Cibercultura #15 « Tecnocibernetico's Blog

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