Crônica – “Cabra da Peste” – “Eu não matei não dotô, o cabra é que era morredor”

“Cabra da Peste”

 

 

Sempre achei que a figura do matador, também conhecido como pistoleiro, fosse algo relacionado com a ficção. Apesar de ouvir muitos causos e talvez por meu romantismo obsessivo. Enfim, em um romance que escrevi, que ainda não encontrou uma casa editorial para publicá-lo, um dos personagens tinha este peculiar ofício.

Volta e meia encontrei, ao longo de minha existência por este mundão do meu senhor Jesus Cristo, com tipos que se diziam ter tal ofício. Não acreditava muito em suas palavras, pois aparentavam serem pessoas comuns. Mas hoje, tenho a tendência de acreditar em todo mundo. Além do mais, Márcio Greick já cantava que as aparências sustentavam nossas vidas.

Uma vez, quando morava em Natal, no Rio Grande do Norte, conheci um cidadão, era delegado de polícia, e contou, em tom de piada, que interrogava um tipo como o citado acima.

_ O senhor matou o sujeito?

_ Eu? Não! De jeito nenhum dotô. Eu só xuxei a peixeira. O cabra é que era morredor.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: