Jules Verne – O Pai da Ficção Científica

Jules Verne nasceu no dia 8 de fevereiro de 1828 em Nantes na França.
Era o mais velho dos cinco filhos de um advogado chamado Pierre e de
sua esposa Sophie. O pai , muito sisudo e sistemático, queria que
seguisse seus passos profissionais e com este intuito enviou o jovem
Jules para estudar Direito em Paris.
No entanto, passou a se
interessar mais pelo teatro o que provocou profundo desgosto no pai..
Devido ao fato do filho buscar seu sonho, e abdicar do sonho paterno,
cortou o apoio financeiro. Então, passou a trabalhar como corretor de
ações. Logo conheceu Honorine de Viane Morel, uma viúva que tinha duas
filhas.
Quatro anos depois se casou e teve seu único filho chamado
Michel.  A carreira literária começou a deslanchar quando se associou
à Pierre Jules Hetzel, editor de vários escritores famosos, entre eles
Victor Hugo. No ano seguinte, com 34 anos, publicou seu primeiro livro
“Cinco Semanas em um Balão”.
O livro foi um sucesso. As pessoas não
sabiam se tratava de um relato verdadeiro ou se seria uma adorável
ficção. Na verdade, nunca havia entrado em um balão e tão pouco
viajado até à Africa. O livro era resultado de sua capacidade de
pesquisa e de sua imaginação.
 Enfim, se tivesse seguido o sonho do pai
não teria escrito mais de 100 livros, clássicos como “Viagem Ao Centro
da Terra”, “Vinte Mil Léguas Submarinas” e “A Volta Ao Mundo em
Oitenta Dias.. Segundo dados da UNESCO foi  traduzido para mais de 148
línguas. Mas dizem que Deus escreve certo por linhas  tortas.
O seu filho era um tanto rebelde e se afastou dele como fizera com seu pai.
Mas um dia  sofreu um atentado , sendo baleado duas vezes no ombro que
demorou a cicatrizar e outro no tornozelo que o deixou coxo para o
resto da vida.
Então essa tragédia pessoal trouxe Michel, seu filho,
de volta ao seu convívio. No final da vida Verne demonstrou
preocupação para com  o uso equivocado da tecnologia, em nome do
progresso, e seus impactos ambientais. Escreveu até seu último dia ,
em 24 de março de 1905. Michel editou seus trabalhos incompletos e
ainda escreveu alguns capítulos  que ficaram faltando em virtude do
falecimento de seu pai.
Seu último livro só foi publicado em 1989
quando descoberto por seu bisneto. Por fugir um pouco da sua ficção,
era mais depressivo, seu editor recomendou que não publicasse na
época. O manuscrito foi guardado  e se tornou mais um grande sucesso
entre os amantes da boa leitura quando chegou às prateleiras das
livrarias.
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