“Sociedade dos Ciborgues – O Mundo Pós Humano” de Carlos Pompeu

SOCIEDADE DOS CIBORGUES
Prólogo

Ainda faltava alguns minutos para a meia noite de 25 de junho de
2037.Esta data já não era mais válida, mas ainda utilizada pelo que
havia sobrado dos seres humanos. Ou ao menos o que restou da lembrança
do que teriam sido.

A vida orgânica como a conhecíamos no início do
século XXI havia acabado. O futuro agora era apenas uma palavra  que
pertencia ao passado. Sendo que este já havia sido, literalmente,
deletado.  O Mundo passou a ser habitado por seres sintéticos.

A inteligência artificial gerou a vida e neste novo cenário o ser
humano não era mais o protagonista da nova era de prosperidade que se
instalou. A civilização, após seu apogeu, havia chegado ao fim. Tudo
começou quando um neurocientista na última década do século XX
começou a pesquisar o genoma humano. Em pouco tempo, o Doutor Silício,
conseguiu fazer a leitura do DNA.

Não satisfeito com os avanços conseguidos e movido pela ambição e a
ganância resolveu trabalhar com a biologia sintética. Aquilo despertou
a cobiça de um conglomerado industrial que decidiu patrocinar os
estudos do pesquisador. Por meio da manipulação da mídia no fim do ano
de 2012 começou a neoplastia nanotecnológica da população mundial.
Criaram uma fantasia para que o sonho maligno pudesse se tornar uma
realidade.

Uma bactéria foi criada em um laboratório e logo se espalhou pelo ar.
Toda a população foi contaminada. Entretanto, apesar dos sintomas como
febre e dores no corpo, a ação era passageira. Isto porque o corpo
humano produziria anticorpos necessários para combater a enfermidade.

No entanto, foi por meio deste artifício que os seres humanos passaram
a trazer dentro do seu corpo uma nova célula que possibilitou o
monitoramento de todos. A população foi cedendo aos estímulos criados
para que pudessem viver dentro de uma ilusão que havia sido criada.

Antes da redes sociais serem banidas, como nefastas à coletividade,
colocaram em prática um plano diabólico para sabotar a humanidade.
Utilizaram o discurso em defesa da privacidade. Afinal, o computador
havia aumentado as possibilidades de interação entre as pessoas.

Todos os dados circulavam livremente. Mas investiram na ideia de que o
que havia sido postado alguns anos atrás poderia servir de pretexto
para prejudicar a pessoa no presente. Portanto, após esta falácia ser
digerida, passaram a deletar estas informações. Abriram a porta para
uma nova sociedade que se desenhava.

Uma distopia denunciada pela
literatura em várias ocasiões e em livros. Ou seja, nesta nova
sociedade haveria muito entretenimento e uma falsa noção da realidade
que passaram a imperar.

Assim, aos poucos, mas dentro de algo programado, começaram a deletar
tudo. A primeira coisa foi a cultura. Assim, tudo o que havia de
medíocre e assuntos que só diziam respeito ao cotidiano desta nova era
de prosperidade era o que realmente importava. O mundo ficou mais
distópico ainda. Era o caos disfarçado de utopia. Os seres humanos
foram superados pela inteligência artificial.

Foi então que seres sintéticos ganharam notoriedade em detrimento aos
antigos seres orgânicos. Aos poucos foram sumindo do mapa. Essa era a
nova realidade na sociedade dos ciborgues.

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