“Sociedade dos Ciborgues – O Mundo Pós Humano” VI- “Brincando de Deus”

VI

 

O rosto da Senhorita Sullivan era o próprio retrato da apreensão. Se
olhasse no espelho veria refletido toda sua angústia e o medo diante
daquela situação. Max havia sido induzido ao coma. Ela tinha que fazer
alguma coisa. Seria capaz de qualquer coisa por mais um sopro de vida.
As palavras do Doutor Silício eram a própria esperança que renascia
das cinzas como uma Fênix.

Não havia escolha a ser feita. Ainda mais depois que Sidônio Silício
disse: “Susana, nós podemos salvar o Max”. Aquilo era tudo o que ela
precisava ouvir para continuar em pé, firme e com a fé necessária para
espantar seus receios e ir à luta em busca da vida. Algo de uma imensa
simbologia.

Então, o Doutor Silício falou sobre um protótipo de um membro inferior
da perna que poderia ser implantado. Assim com um neurochip
possibilitaria que Max se levantasse daquele leito de hospital e
saísse caminhando como Lázaro. Como se nada houvesse acontecido.
Naquele instante não lhe passou pela cabeça que o Doutor Silício
estivesse brincando ser Deus.

Por isso, talvez guiada pela comoção, concordou plenamente com ideia
proposta. Ela salvaria Max. Isso era o que importava. Não pensou em
nenhuma implicação moral. Ou se isso seria possível por causa da
tecnologia cibernética.

Mais tarde, a Senhorita Sullivan, ficaria sabendo que o protótipo que
seria utilizado era um recurso artificial que poderia fazer Max
Melvedeck voltar do mundo dos mortos e sair andando por aí.

No entanto, não bastava o suporte físico introduzido em seu corpo. Mas
para que este surgisse efeito como o planejado seria necessário o
implante de um chip em seu cérebroque lhe daria o comando para
controlar esse membro cibernético que seria parte de seu próprio
corpo.

Isto ocorria porque a prótese em si poderia causar alguma lesão por
ser um elemento estranho em seu organismo. Assim não haveria interação
com o artefato mecãnico. Mas com o chip, o membro robótico instalado
responderia aos estímulos do cérebro. Portanto, poderia controlar com
seu pensamento o membro cibernético que agora faria da máquina e do
homem um ser hibrido. Max Melvedeck passaria a ser um ciborgue.

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