“Sociedade dos Ciborgues – O Mundo Pós Humano” de Carlos Pompeu – Epílogo

 

Após o confronto com os robóticos e seus tentáculos, Max Melvedeck, fica desacordado.  Quando recobra os sentidos fica sabendo que foi salvo por um grupo formado por ciborgues e seres sintéticos rebeldes. Detalhe, este grupo não tem mais consciência do que é um ser humano. A inteligência artificial representada pela BIOTECH havia deletado a humanidade e todas as sua memórias. Assim, sem vestígios da cultura ficou mais fácil estabelecer uma nova sociedade. A sociedade dos ciborgues.

 

No entanto uma parte destas máquinas que ainda traziam alguns elementos orgânicos tentam resgatar algo que aparentemente, pelo menos nesta nova sociedade, nunca existiu. Afinal, não havia informação alguma. Não havia nenhum arquivo ou dado que anteriormente, antes da BIOTECH, existisse uma outra civilização. Mas de alguma forma, estes dissidentes, tiveram acesso à poesia. No caso, uma série de poemas de um autor desconhecido que levava o nome de “Anjos Góticos”. O conteúdo destes poemas, em versos, promoviam a emoção e por meio dela conseguiram se libertar da opressão maquínica.

 

O grupo de dissidentes são considerados como bioterroristas e é liderado por Lady Moon. Mas esta é na verdade Susana Sullivan. Sú, ao longo do tempo, usou seus conhecimentos e se adptou a nova realidade sintética. Então aos poucos, Max toma conhecimento dessa nova realidade e com um novo implante, substituindo o que era monitorado, passa a lutar contra o sistema operacional vigente e seus novos agentes de segurança que são seres robóticos acrescidos de terríveis tentáculos que causam violência e inflingem terror na população que ousa sair dos trilhos propostos por uma administração autoritária e elitista. Max acaba desempenhando bem seu papel de líder rebelde ao lado de Lady Moon.

 

Os rebelados vivem em uma comunidade em uma zona autônoma e longe dos tentáculos do sistema. Eles se tornam invisíveis, por meio da tecnologia, aos sensores que varrem tudo e sabem de tudo sobre todos. É uma guerra de hackers no futuro.

 

Nas áreas de convivência da comunidade ocorriam festas que celebravam o espírito humano, apesar de existirem poucos humanos de fato, estavam praticamente extintos, mas era uma espécie de ritual e celebração que apelidaram de raves. E foi em uma desses momentos de descontração e diversão que Max reencontra Synthia. Como ela foi o primeiro ser sintétito os outros que se seguiram são de uma certa forma uma cópia dela que continua tendo um link com a mesma por meio de uma frequência. Assim ela acaba facilmente seduzindo, mais uma vez , o ciborgue Max. No entanto, com os novos eletrodos que foram implantados ele anula a transferência de informação sobre o funcionamento da guerrilha digital.

 

Mesmo assim, Synthia, ainda consegue induzir Max Melvedeck ao erro. Assim, acaba por enviar os “Anjos Góticos” para uma cilada onde são trucidados pelos robóticos e seus terríveis tentáculos. Ao tomar conhecimento do trágico fim dos seus aliados, Lady Moon e Max, partem para o ataque. Lady Moon resolve, então, suas diferenças em um combate corpo a corpo com Synthia.

Já Max Melvedeck em sua investida contra o Doutor Silício e o arquibilionário Milton Bilderberg, descobre, para seu assombro e espanto, que não passam de hologramas. Portanto, tratavam-se de frutos de uma ilusão elaborada pela inteligência artificial conhecida como Máquina Pensante.

Então ele percebe que não pode deixar Lady Moon destruir Synthia e nem que esta destrua Susana Sullivan . Assim, elas terão que juntar suas forças para que possam viver pacificamente ou partirem para a violência e autodestruição.

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1 comentário

  1. Valdir dos Santos

    É, sempre apreciei a ficção cientifica, mas não me dediquei a ela. Gosto de encontrar indivíduos que interpretam estas variantes porque se deixaram seduzir por suas fantasias. Acredito que muitas historias são revelações psíquicas que se antecipam à realidade. São meditações sobre o desdobramento da evolução humana. Portanto, devem ser valorizadas. Como sempre servem as inclinações boas ou más. E, a luta, continua.

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