Cibercultura #16

“Cibercultura # 16”

 por Carlos Pompeu

Swarup

Outro dia desses em um Post sobre uma apresentação do dee jay SWARUP (http://www.myspace.com/djswarup) utilizei o termo “Eletroalma” https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/04/18/cibercultura-o-beijo-da-meia-noite-na-minha-eletroalma-review-do-dj-set-de-swarup%c2%b4s-brain/ . O mesmo foi cunhado por Cristina Vazquez na dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina para obtenção do grau Mestre em Literatura, cujo título é “Ciborgues, Clones e Remotos Controles – Narrativas Curtas Tecnológicas”. Confesso que fui fisgado pelo fascínio que foi  exposto às minhas sinapses por meio da leitura por se encaixar na temática, “cibercultura”, da qual escrevo uma série de artigos e também por perceber um link, inusitado, com a autora.

Isto ocorreu porque temos a mesma formação acadêmica e gostos similares. Vazquez se diplomou em Direito e teve uma incursão acadêmica anterior pelo curso de Letras. Algo semelhante com a nossa própria trajetória. Como pesquisador “outsider” e aventureiro especulativo do ciberespaço, além de ser um escritor que navega, flertando sem compromisso, com o gênero Ficção Científica (doravante Sci Fi) posso afirmar que senti, literalmente, seduzido pelos encantos da boa prosa da acadêmica.
 

 

A dissertação foi apresentada em novembro de 2004. Sendo assim estamos há seis anos no futuro em relação ao momento em que o texto aqui mencionado foi concebido por Vazquez. No entanto, deixando de lado a metáfora da “Máquina do Tempo”, o belo texto ainda conserva o frescor da novidade. Ainda mais pelo fato de sua abordagem ser sobre a Literatura ou a Arte Literária como sendo a matéria prima da cultura global. Esta poderia ser representada pela TV, o video e o cinema.

Mídias que, definitivamente, estão cada vez mais presentes em nossas relações contemporâneas. Tudo isso passando pelo filtro da Internet, pois foi por este meio que tive acesso à dissertação acadêmica que vem a ser o tema para mais um de nossos artigos sobre cibercultura.

Philip K. Dick

Cabe lembrar, inclusive, que a tecnologia já está associada a literatura por meio de um subgênero da Sci Fi mais conhecido com Cyberpunk(https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/03/31/cyberpunk-o-subgenero-literario-da-ficcao-cientifica-sci-fi/). 

Neste segmento podemos citar autores como Philip K.Dick, tema de  Cibercultura #7 (https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/08/03/cibercultura-7/) ,que fala sobre suas tramas que foram para o cinema, um dos pioneiros antes mesmo da invenção desta nomenclatura que vincula o mundo virtual e tecnocibernético, aliás nome do nosso blog, e todos os seu tentáculos com a cultura do “faça você mesmo” dos punks londrinos da década de 1970.

Além do nome de Philip Kindred Dick, que pode ser considerado um visionário, temos outros  que não poderiam deixar de ser mencionados como Willian Gibson, de ‘Neuromancer”(https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/03/31/resenha-livro-neuromancer-classico-da-literatura-cyberpunk/) ; e Bruce Sterling.

Além de Oscar Scott Card , da série “Jogos de Exterminador”, lançado em terras tupiniquins pela Devir Livraria,  que inclusive já residiu no Brasil. A autora também fala desta matéria prima dentro de um contexto de um mundo onde palavras novas como download, videogame, site, chat, home theatre, oriundas do idioma bretão, que já Vêm junto com o pacopte da globalização, assim como novos aparelhos , dos quais não sabemos mais viver sem os mesmos, como microondas, telefones celulares, notebooks, máquina de lavar, máquina de secar que invadiram nosso cotidiano e fizeram da nossa rotina algo no mínimo frenético e alucinante.

Onde tudo está conectado, interligado em uma intensa overdose de informações que circulam, durante às 24 horas do dia sem interrupção, pela rede e assim modificou nosso jeito de viver. Diante desta nova realidade só nos resta dizer: Bem vindo ao século XXI.

 Apesar deste turbilhão que atropela a moral, o bom senso e as relações sociais como a definição que tínhamos destes conceitos no século passado a matéria prima , para este up grade, ainda é aquela que fez os homens abandonarem as cavernas e construírem a civilização que está em colapso, mas ao mesmo tempo vive uma efervescência, e demonstra que estamos em mais um processo de transição. Pois foi por meio do protótipo da Literatura, ainda antes da invenção da escrita, quando a raça humana se reunia em volta do fogo para contar histórias e contemplar os mistérios de um mundo desconhecido e metafísico.

Ou seja, apesar dos avanços tecnológicos ainda somos humanos e para o nosso próprio bem , enquanto seres que buscam um sentido para a vida, não podemos , portanto, perder a essência que são os nossos sonhos. Mais uma vez um horizonte se desenha no céu. E uma vez mais a parábola do livre arbítrio pauta nossa existência.

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    1. Cibercultura – “O Beijo da Meia Noite na Minha Eletroalma” – Review do DJ Set de Swarup´s Brain « Tecnocibernetico's Blog

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