Nick Bostrom, O Filósofo de Oxford, que defende que a Engenharia Genética pode ampliar os limites físicos e mentais do ser humano

 

Nick Bostrom

Nick Bostrom é um filósofo de Oxford  http://www.ox.ac.uk/ , onde leciona e dirige o Instituto do Futuro da Humanidade, que defende que a engenharia genética pode ampliar os limites físicos e mentais do ser humano. Talvez por isso seja considerado um dos mais jovens e brilhantes pensadores sobre o futuro da humanidade. Em seu mais recente livro “Human enhancement” (algo como “Aperfeiçoamento humano”), Bostrom, defende a manipulação genética para quem deseja expandir a própria memória e a inteligência.

 
 

Nick Bostrom https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/07/27/cibercultura5/  não acredita que isso, a manipulação genética, seja perigosa. Esta categoria, segundo o filósofo, estaria nas mãos do desenvolvimento das máquinas inteligentes. Ou seja, na Inteligência Artificial. Segundo o filósofo, esta poderia ser a última grande invenção do homem.

“Por definição, uma máquina superinteligente será capaz de produzir invenções científicas e tecnológicas inconcebíveis ao ser humano. A sociedade que daí surgir dependerá de quais forem os objetivos da superinteligência. Por analogia, a razão pela qual o homem dominou a Terra não é sermos mais fortes e ágeis que os outros animais, ou termos garras e dentes mais afiados. Foi nosso cérebro. Com ele, criamos a civilização. Pela mesma razão, uma superinteligência seria mais poderosa que nós”.

 Além das máquinas inteligentes, que segundo a Lei de Moore, estariam conscientes até 2030, Bostrom afirma que  “essa crença é baseada na Lei de Moore. Ela prevê que a capacidade dos processadores dobra a cada 18 meses. Desde 1965, quando a lei foi formulada por Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, ela tem se mantido válida.

 Nestes 40 anos, a evolução dos chips se deu em escala geométrica. A prosseguir o mesmo ritmo, argumenta-se que, entre 2025 e 2030, a capacidade de processamento dos computadores eventualmente rivalizará com aquela do cérebro humano”.

Mas isso é apenas uma hipótese que não tem o aval do filósofo:”Eu não acredito nessa hipótese. Não acho que as máquinas serão inteligentes daqui a 20 anos. O advento da inteligência artificial pode levar cinco décadas, pode levar um século, ou jamais ocorrer”.
Nick Bostrom teme que a nanotecnologia sirva para criar robôs minúsculos como vírus, que por sua vez, se multiplicariam descontroladamente e extinguiriam a humanidade.

O filósofo, apesar de alguns receios, acredita que a tecnologia vai mudar radicalmente o ser humano. O transhumanista, fundou a Humanity Plus – Associação Transhumanista Mundial, é a favor de dilatar o período da vida. Se temos condições, “Por que não mudar o DNA humano”? Questiona Bostrom.

 

Trechos, palavras e pensamentos de Nick Bostrom, retirados da entrevista publicada na revista Época http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI24851-15295,00-NICK+BOSTROM+POR+QUE+NAO+MUDAR+O+DNA+HUMANO.html

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