Resenha DVD – ” 13º Andar”

 

Penso, logo existo. É com esta frase, locução em off, de René Descartes  que se inicia “13ºAndar”, que leva a direção de Joseph Rusnak https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/07/21/cibercultura-2/  e tem a produção de Roland Emerich, que também é roteirista e tem no currículo a direção de “Independence Day”

Roland Emmerich

 Hannon Fuller, considerado o Einstein de sua geração, projetou um mundo virtual. Algo semelhante à Matrix dos irmãos Wachowski https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/04/29/o-simbolismo-de-matrix-por-carlos-pompeu/ . Inclusive, existem outras semelhanças com esta película. Ambos foram produzidos no mesmo ano, 1998, tratam de um tema comum, mas tiveram, por parte de público e crítica, uma receptividade bastante distinta.

 

Daniel Galouye

Enquanto MATRIX foi alçado ao panteão dos clássicos blockbusters (um autêntico campeão de bilheteria), “13ºAndar” levou a menção honrosa e, por isso, foi catalogado como “cult movie”. Revendo o filme questionei o motivo de tanta disparidade. Concluímos que a estética cyberpunk é a responsável por este quadro. Aliás, ausente do filme inspirado na obra, Simulacron 3″, de Daniel Galouye.

 

Enfim, voltando a trama, o senhor Fuller cria um mundo virtual, no caso uma cópia de Los Angeles no ano de 1937. As pessoas que vivem ali desconhecem que são apenas meros circuitos eletrônicos. O projeto ainda está sendo desenvolvido, mesmo assim, Hannon Fuller, faz algumas incursões, buscando diversão, por este mundo sem que ninguém tenha conhecimento.

 

Assim, de volta ao suposto tempo presente, afinal você precisa fazer um download para interagir com os circuitos eletrônicos que se imaginam pessoas, o senhor Fuller, tenta se comunicar com seu braço direito. No caso, Douglas Hall, um programador de software. No entanto, o senhor Fuller, após uma escapada pelo seu projeto de cidade simulada, não consegue se encontrar com seu assistente. Ele tem a informação que pode mudar tudo. Afinal, nada é o que parece ser. Neste aspecto lembra PKD (Philip K.Dick)https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/08/03/cibercultura-7/ . Mas a verdade não pode ser revelada. Talvez seja por isso que Hannon Fuller é assassinado.

O assassinato implica uma investigação policial. O detetive encarregado do caso, lembra o ator Denzel Washington. Logo, a suspeita do crime cai em cima do programador assistente. Aliás, não tem um álibi consistente e o próprio tem dúvidas sobre sua conduta. Tão pouco lembrança alguma da noite anterior.

 Em busca de sua inocência, Douglas Hall, descobre que o seu chefe lhe deixou um recado. Um bilhete, uma carta, onde lhe conta sobre a verdade que tomou conhecimento e tudo indica que este seja o motivo do seu assassinato. Só que o mesmo, o recado, foi deixado lá na simulação da cidade dos anjos dos anos 30. Isso faz com que Douglas hall faça um download e vá em busca da resposta para provar sua inocência. No entanto, as coisas não são tão simples assim.

 

O detetive não lembra o Denzel Washington ?

Para aumentar a intriga, no tempo presente, o detetive McBain está na sua cola e ainda surge , aparentemente do nada, a filha do senhor Fuller. Detalhe, em seis anos de trabalho como assistente, tratado como uma espécie de filho, Hall não tinha conhecimento da existência de uma herdeira de Hannon Fuller. Isso só faz aumentar a suspeita do detetive. Para agravar a situação, Tom Jones, nada a ver com o cantor, um barman, após procurar Hall na empresa e pedir dinheiro para não contar nada para a polícia, aparece morto com requintes de crueldade. Tudo indica que, o barman,  foi o último a ver Fuller com vida. Então, a prisão preventiva de Hall é decretada. Mas Jane, a filha de Fuller, vem em seu socorro.

 A dúvida toma conta de Hall. Ele parece sofrer de amnésia e este drama o persegue. Inocente ou culpado? Será que o mundo em que vive realmente existe? Ou tudo seria uma simulação de computador? Afinal, foi lá, na Los Angeles simulada de 1937, que descobriu, por meio de outro barman, este ficou com a guarda e leu a carta de Fuller, que acaba tomando conhecimento da verdade. Mas esta ainda não liberta. Só aumenta o clímax. Um ótimo filme e uma boa trama.

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