Revendo DVD – MATRIX- O Filme por Carlos Pompeu

Revendo DVD – MATRIX- O Filme por Carlos Pompeu

MATRIX é um daqueles filmes que mexem com nossas emoções. Além disso, trata-se de um clássico cult movie que se deu bem, muito bem mesmo, nas bilheterias. O que, de uma certa forma, obrigou a abrir a franquia. Uma continuação dividida em duas partes https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/07/20/cibercultura-1-o-reinicio-da-serie-sobre-cultura-no-mundo-digital/ .

Entretanto,  nem tudo está perdido, em termos de carisma, nem “Reloaded “, tão pouco o derradeiro “Revolutions”, apesar do show dos efeitos especiais, fazem sequer sombra ao filme original, um verdadeiro clássico, dos irmãos Wachowski.

 

Outro dia, revendo MATRIX, já passou uma porção de vezes na televisão, mas é sempre bom rever os clássicos. Ainda mais aqueles que se encaixam no que podemos chamar de categoria filmes de ficção científica. Cada um que faça sua lista dos cinco melhores filmes do gênero. No melhor estilo Rob Fleming, o personagem principal de “Alta Fidelidade” https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/04/29/resenha-livro-alta-fidelidade-de-nick-hornby/ , escrito por Nick Hornby.

Nick Hornby

O início do filme faz referência a “Ghost In The Shellhttps://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/04/23/dvd-resenha-ghost-in-the-shell-o-fantasma-do-futuro/ ( O FANTASMA DO FUTURO). Os números verdes descendo sobre a tela escura. Aliás uma das grandes sacadas do filme são suas referências. Os irmãos Wachowski construíram uma boa trama influenciados, inclusive, por outras histórias do gênero. Além de influências dos filmes de artes marciais de ação, um clima de filme noir e todo o show de tecnologia que faz do filme um divisor de águas.

Além do anime, citado acima, que emprestou o conceito para a concepção visual de TRINITY, interpretada por Carrie Ann Moss, afinal, é nítida a forte influência visual da ciborgue Kusanagi Motoko de “Ghost In The Shell”. Assim, como sua desenvoltura nas cenas de ação. A personagem Trinity é responsável pela primeira sequência de cenas com efeitos especiais fora do comum para o padrão da época.

Trinity em ação

 Mas por algum motivo os tiras estão atrás dela. Tem algo a ver com computador. A sequência de ação é impressionante. TRINITY deixa os policiais fardados para trás. Mas os federais estão no vácuo. Eles usam ternos e óculos escuros e prometem atormentar até o fim do filme. Por outro lado, temos um programador de computador chamado Thomas Anderson.

Nas horas vagas atua no ciberespaço como o hacker NEO. Trinity também está na sua cola. Ele recebe uma mensagem em seu computador: “Acorde Neo”(“Wake up. Neo” aparece digitado no seu monitor.). Na cena, Thomas Anderson, está cochilando enquanto sua máquina pessoal faz uma busca por informações sobre MORPHEUS na rede.

Agente Smith

Enquanto isso, o  líder dos homens de terno e óculos escuros é o Agente Smith, que representa as forças repressoras do sistema, assim como Dart Vader em “Guerra Nas Estrelas”. É o grande vilão da película. Interpretado por Hugo Wearving, de “O Senhor dos Anéis”. O Agente Smith e seus homens estão atrás de NEO. Ele, enquanto Thomas Anderson, ensaia uma fuga seguindo as orientações recebidas por MORPHEUS por meio de um celular. Mas acaba sendo pego. O hacker é desmascarado e interrogado. Tem a impressão que lhe colocaram uma sonda robótica dentro dele. Então, como se estivesse em um pesadelo, ele acorda.

 

A famosa cena das balas

Aliás, MATRIX, é literalmente um sistema. Mas Trinity, a garota, lhe apresenta a MORPHEUS; que revela ao hacker que ele está vivendo em uma ilusão. O seu mundo não existe, não é real. O que ele pensa ser o mundo é apenas MATRIX, uma simulação de Chicago no ano de 1999. Isso ocorre dentro de um contexto em que as máquinas, por meio da inteligência artificial, passam a controlar os seres humanos e passam a escravizá-los, sugando sua energia. Interessante, é que esta perspectiva também é utilizada em “13ºAndar” https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/05/02/resenha-dvd-13%C2%BA-andar/ , de Joseph Rusnak, lançado no mesmo ano. 

Após fazer sua escolha, seguir o coelho branco, referência a “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol, e optar pela pílula vermelha, do conhecimento, em detrimento a pílula azul que lhe manteria na ignorância da caverna de Platão, NEO, passa por uma espécie de “up grade” no quartel general dos hackers rebeldes que lutam contra o domínio das máquinas.

 É aí, desse ponto, que o filme entra em combustão. Com os novos programas baixados, NEO, vira um super herói do ciberespaço. O líder dos rebeldes, MORPHEUS, acredita que o hacker é o escolhido mencionado por uma antiga profecia que mencionava sobre o libertador, sobre um “messias” que salvaria a humanidade do domínio das máquinas. Em sua jornada, o escolhido, se consulta com o oráculo. Nesta hora acontece a famosa cena da colher, quando o hacker encontra um pequeno monge budista. Há várias referências místicas em MATRIX https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/04/29/o-simbolismo-de-matrix-por-carlos-pompeu/ .

Todos estes ingredientes sob a batuta dos irmãos Wachowski rendeu um super filme que tem também um clima típico das tramas de Philip K. Dick. Mas o filme tem um roteiro muito bem resolvido, ao contrário das continuações. Outra sequência famosa é a que NEO para as balas no ar. E o cerco se aperta. O Agente Smith e seus homens são impiedosos e fazem de tudo, inclusive corrompem um dos rebeldes, que se vende como Judas, mais uma referência bíblica, para por fim na ameaça representada pelo o escolhido.

 

Fortes emoções lhe aguardam nas cenas finais. Destaque também para a trilha sonora. A sequência final com Rage Against The Machine é, literalmente, matadora. Não precisava de continuação nenhuma. Tanto que nem se compara com a trilogia da saga STAR WARS. Mas são os ossos do ofício. Afinal, ninguém esperava o sucesso arrebatador do filme. A produção foi praticamente filmada, nas ruas de Sidney, na Austrália. Na trama é como se fosse Chicago. Will Smith, Sandra Bullock e Sean Connery foram as primeiras opções para os papéis do trio NEO, TRINITY e MORPHEUS. Com a recusa, Keanu Reeves, Carrie Ann Moss e Laurence Fishburne, foram escalados e o resto é mais uma lenda do cinema.

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