Resenha Livro – “A Máquina do Tempo” por Carlos Pompeu

 

Resenha – “A Máquina do Tempo”

por Carlos Pompeu

 

H.G.Wells(1866-1946) apresentou, por meio de seus romances científicos, uma variedade de temas (viagens no tempo, invasão alienígena e invisibilidade por exemplo) que mais tarde foram utilizados como matéria prima por outros escritores de ficção científica. Em 1895, H.G. Wells, escreveu “A Máquina do Tempo”, considerada, sem dúvida, como a primeira obra literária a  tratar do conceito da viagem no tempo.

 Na trama, o protagonista é conhecido apenas como “o viajante do tempo”. Trata-se de um estudioso que cria uma máquina, com base em conceitos matemáticos, capaz de se mover pela quarta dimensão. Aliás, a dimensão do tempo. Na época, tudo era mera especulação, pois Einstein ainda não havia formulada sua teoria sobre a possibilidade desta questão levantada por Herbert George Wells.

H.G.Wells

O texto de H.G Wells flui e apesar de poucas páginas, cento e poucas, dividido em 12 capítulos, é denso.Cabe ressaltar que sua erudição é impressionante. No início, “o viajante do tempo” faz um relato de sua experiência a alguns amigos. No caso, sua viagem foi para um futuro distante e para sua surpresa, como cidadão do século XIX, não havia nenhum progresso, pelo contrário, os remanescentes da espécie humana, os Elóis e os Morlocks, sendo que os primeiros habitam a superfície, enquanto os outros vivem nos subterrâneos, estão em uma situação inferior, em relação aos avanços científicos, de sua época.

 Durante sua aventura pelo futuro, o viajante do tempo encontra Weenna, uma Elói, com quem tem um breve affair. Também se envolve com os Morlocks, suspeitos de furtarem seu artefato que permite se mover pela quarta dimensão. Apesar da temática propícia ao gênero aventura e ação, como os romances de capa e espada, a leitura em si, de “A Máquina do Tempo” sinaliza outra direção. 

Isso ocorre porque o escritor acreditava que a sociedade poderia ser melhor organizada. Seu pensamento crítico, de índole socialista, considerava-se um utópico, está expresso ao longo de sua obra. Assim, utiliza-se de elementos da ficção científica, como colocar a ação em um futuro distante, para por meio de uma alegoria retratar as injustiças sociais do sistema capitalista. Portanto, o viajante do tempo percebe que no futuro essas injustiças ainda persistem. Enfim, “A Máquina do Tempo”, é um livro que faz pensar.

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