Resenha Livro – “Morte na Alta Sociedade” de George Simenon

Resenha Livro – “Morte na Alta Sociedade” de George Simenon

por Carlos Pompeu

George Simenon(1903-1989) foi um escritor belga que teve mais de um bilhão de livros vendidos. Um verdadeiro herói para aqueles que ambicionam viver apenas dos seus dotes literários. Georges Joseph Christian Simenon, seu nome completo, nascido em Liége em um dia 12 de fevereiro, abandonou os estudos antes de terminar o secundário. Revoltou-se contro o tipo de ensino, mas era um pródigo. Aos 15 anos já escrevia na Gazette de Liége. 

George Simenon

A  fluidez do seu texto logo impressionou  e o acompanhou em colunas humorísticas e colaborações em outros periódicos. Neste ritmo, ainda aos 17 anos, escrevia seu primeiro romance “Au pont des arches”. Em seguida, mudou se para Paris, e passou a escrever uma quantidade enorme de livros sob diversos pseudônimos. Simenon escreveu 120 romances psicológicos, 200 romances populares, alguns livros de memória e inúmeros artigos de jornal. Além disso, como se não fosse bastante, seu grande talento também revolucionou a literatura policial. Dentre grandes autores,como Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle, se destaca pela sua qualidade literária.

 Enquanto os autores citados inscreveram seu nome neste grupo seleto por meio dos detetives fictícios, Hercule Poirot e Sherlock Holmes, do qual Sam Spade https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/04/24/revendo-dvd-o-falcao-maltes-de-john-houston/   e Philip Marlowe são membros honorários, Simenon atacou com o parisiense Jules Maigret, comissário da Polícia judiciária francesa, lançado em 1931.  Sempre com seu cachimbo e com seu sobretudo de gola acompanhado por chapéu, o comissário Maigret, tornou-se o mais popular personagem de George Simenon. Foram 75 romances e 28 contos protagonizados pelo detetive parisiense. 

 “Morte na Alta Sociedade“, escrito em 1960, é uma amostra deste vasto material. Nesta trama, o comissário, se vê as voltas com o, misterioso, assassinato do conde de Saint Hilaire. O cenário do crime coloca Maigret em contato com a aristocracia parisiense e seu código de conduta social que , de certa forma, constrange o policial francês.

 No entanto, a resposta pode estar naquelas cartas de amor que o conde trocava a longos anos com uma princesa. Detalhe, a suposta amada ainda permanecia casada com o príncipe. Seria esse o motivo do assassinato do conde com quatro perfurações feitos por uma pistola 7.65. ? Enfim, é isso que o comissário Maigret tem que descobrir. Ao longo das páginas você vai se deliciando com a leitura e sendo envolvido pelo drama humano que envolve os personagens. Reviravoltas acontecem e , sem dúvida, uma coisa é certa, George Simenon é daqueles escritores, que capturam o leitor do começo ao fim da trama.

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