Resenha DVD – Blade Runner de Ridley Scott – Escrito por Carlos Pompeu

Resenha DVD – Blade Runner de Ridley Scott

Escrito por Carlos Pompeu

 

 Blade Runner é um filme clássico do gênero ficção científica. A película tem a direção de Ridley Scott, anteriormente havia dirigido Alien, o 8º Passageiro, que alcançou grande sucesso e se tornou uma franquia, e contou com o roteiro de Hampton Fancher e David Peoples, tendo sido inspirado na obra Do Androids Dream of Eletric Sheep? Em uma tradução literal algo como “Andróides sonham com Ovelhas Elétricas?” do, visionário e fabuloso,Philip K.Dick.

Ridley Scott e Philip K. Dick

Além disso, Blade Runner introduz a estética cyberpunk, alta tecnologia com baixa qualidade de vida, como referência visual. Consta que o artista Moebius declinou do convite e Syd Mead foi o responsável pela concepção retrô-futurista inspirado nos filmes noir. O cenário também faz referência, presta homenagem, a Metropolis de Fritz Lang. Logo, nas primeiras imagens, notamos as semelhanças. Também temos a impecável trilha sonora de Vangelis, uma das mais famosas da história do cinema.

 

A ação do filme se passa em um futuro distópico. Estamos no mês de novembro de 2019. Não existe nenhuma sombra de coqueiro ou qualquer coisa que lembre a ensolarada Califórnia. O clima é caótico. Uma chuva ácida insiste em cair do céu cinza como chumbo. O ecossistema foi devastado e os animais foram extintos, aqueles que aparecem não são orgânicos. O capitalismo do futuro é mostrado como um mundo burocrata corporativista sustentado por aparatos policiais e pela manipulação midiática.

 

No contexto, da trama que será mostrada, a humanidade vive o período da colonização espacial. Não existe outra alternativa, uma vez que não há mais condição de vida na Terra. O planeta foi devastado, por isso a necessidade de colonizar novos planetas.

Andróides Sonham com Unicórnios !

 No entanto, isso sugere uma infraestrutura básica, mas o trabalho pesado não será realizado pelos humanos. Estes precisam apenas se convencer da necessidade de ir para o espaço, mas antes têm que passar no exame médico. Ou seja, a Terra virou um submundo, uma sarjeta. Aqueles em melhores condições estão no espaço. Assim, a Tyrell Corporation, fabrica andróides-robôs idênticos aos seres humanos, os replicantes Nexus 6, de extrema agilidade e força e tão inteligentes quanto os engenheiros genéticos que os criaram. Qual a função deles? Pegar no pesado. Trabalho escravo.

Roy Batty, O Che Guevara do filme

Logo, estes seres sintéticos, liderados pelo seu Spartacus, Roy Batty (interpretado por Rutger Hauer) se rebelam e promovem , em uma colônia espacial, um motim sangrento. Após a chacina, são considerados  ilegais. Devem ser retirados de circulação.

O filme começa aí, quando Rick Deckard, um ex- caçador de andróide, um policial especial, blade runner, é convocado pelo Capitão Bryant, por meio de  Gaff , um tira, para se reintegrar e perseguir e tirar de circulação os replicantes Nexus 6. Deckard vai no encalço dos replicantes, enquanto os Nexus 6 vão atrás de seu criador. Eles possuem apenas 4 anos de existência e vão, de forma desesperada, a qualquer custo, em busca de mais tempo de  vida .

Pris, a andróide sedutora

Atualmente, Blade Runner, ocupa uma posição de destaque enquanto cult-movie. Quando lançado nas salas de cinemas, em 1982, passou batido tanto por crítica quanto pelo público. Todavia, é bom lembrar, que foi ofuscado pelo blockbuster  E.T, de Steven Spielberg.

O Origami do Unicórnio

 Além disso, os estúdios de Hollywood, acharam a película muito pessimista e para amenizar essa impressão introduziram uma narração em off, tentando explicar o enredo, e um final feliz nada coerente com o contexto do filme. Ridley Scott, diretor, e Harrison Ford, o protagonista, foram contrários , na época, mas voto vencido, aliás nem sequer foram consultados.

Deckard, o Blade Runner

 Então, em 1992, um estudante encontra o filme original e surge uma nova versão. Scott não deu o aval, o que só veio ocorrer por ocasião de outra versão, agora pelas suas mãos, lançada em 2007 em comemoração dos 25 anos de Blade Runner.

Os Andróides também amam?

 Nas novas cenas incluídas consta uma em que Deckard sonha com um unicórnio branco, o que confirmaria a tese de que o blade runner é um replicante também. Aliás tese confirmada pelo próprio Ridley Scott em entrevista concedida a TV britânica no ano 2000. Talvez seja por isso que, Deckard, se apaixona por Rachel, a secretária da Tyrell Corporation que, em um primeiro momento, não tem ciência de que também era uma andróide.

 

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