Cibercultura # 18

Cibercultura # 18

A existência humana já não vive mais sem o imaginário maquínico. Provavelmente a pergunta: “Mamãe, como é que vocês viviam, nos anos 80, sem internet?” já foi realizada várias vezes e replicada outras tantas. Ipod, Mp3 e smartphones assim como outros gadgets se tornaram complementos como o boné ou a tão popular bolsa feminina. Mas será mesmo? Enfim, foi lendo “Visões Perigosas – Uma Arque Genealogia do Cyberpunk Comunicação e Cultura de Adriana Amaral, publicado pela Editora Sulina, que mais uma vez fui envolvido pela temática da cibercultura.

Por sua vez, esta temática, gravitava na órbita que nos aparentava, em um primeiro momento, um ambiente familiar. Talvez distante, utópico aos olhos do outro. Mas, sem dúvida, acolhedor para um desbravador voluntário do ciberespaço https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/05/16/ciberesopaco-o-que-e-o-que-talvez-seja-ou-mais-uma-possibilidade-por-carlos-pompeu/  em uma busca por seus símbolos e signos.  A apresentação do texto leva a assinatura de Francisco Menezes que foi seu orientador na tese de doutorado que serviu de base para o livro citado acima. Interessante foi ler sobre os laços de fraternidade, socialidade e compartilhamento de identificações que existem entre os fãs de uma banda, no caso a paixão que os unia atendia pelo nome de U2, a banda de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. 

Philip K.Dick

Outro detalhe que , de cara, cativou minha atenção foi a referência à obra de Philip K.Dick que , em nossa opinião, teria antevisto o futuro ao mapear, por meio de sua ficção, o que viria mais tarde ser chamado de cyberpunk https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/03/31/cyberpunk-o-subgenero-literario-da-ficcao-cientifica-sci-fi/ . Este termo também pode ser entendido como sendo um sub genêro da ficção científica.

No decorrer da leitura somos apresentados a algo que parecia tão óbvio, mas ainda estava encoberto por um véu. Como o fato de três filmes inspirados na obra de PKD ( “Blade Runner” https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/05/18/resenha-dvd-%e2%80%93-blade-runner-de-ridley-scott-escrito-por-carlos-pompeu/ , “Total Recall” e “Minority Report”, que têm a estética e um figurino cyberpunk. Leia Cibercultura #7 https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/08/03/cibercultura-7/ e saiba um pouco mais do que mencionamos sobre este assunto.

Ou seja, resumidamente, seria a materialização da fusão homem – máquina. Em sua Parte I que tem como título: “Investigando os antecedentes do Cyberpunk” já inicia com uma referência à canção “ Technologic” do DAFT PUNK, um grupo musical que ousaríamos definir como tecnopop.

A autora cita Barbrock e Cameron, mais ligados à política, e outros teóricos norte americanos como Bukatman, McCarron, além do inglês Roberts e do alemão Heuser. No Brasil, quase não publicação sobre o assunto, ainda cita alémAndré Lemos, do Núcleo de Cibercultura da FACOM/UFBA, Carlos Magno Camargos Mendonça e sua tese de mestrado pela UFMG chamada “Subjetividade e Sociabilidade Na Atitude Cyberpunk”(1999).

Outra obra citada é “A Construção do Imaginário Cyber: Willian Gibson” de Fábio Fernandes. O jornalista, professor e tradutor. Cabe lembrar que ele assina a tradução de “Neuromancer”, lançado pela editora Aleph. Detalhe, o livro que influenciou os irmãos Wachovski e seu”Matrix” https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/05/09/revendo-dvd-matrix-o-filme-por-carlos-pompeu/ ,foi lançado em 1984. Aliás, título de outro clássico  da ficção científica escrito por George Orwell https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/08/06/hipermidia-porcos-no-poder/

 em 1948. Fábio Fernandes também traduziu “Laranja Mecânica”de Anthony Burgess, levado às telas por Stanley Kubrick. Além de,como escrito, ter lançado “Dias da Peste”, um romance de ficção científica qwue se passa em um Brasil futurista.

Para minha surpresa e deleite também fiquei sabendo sobre a herança gótica, outra temática da qual estou familiarizado, no espectro da ficção científica. Neste aspecto, passei a conhecer mais sobre a minha própria ficção. Aliás, parte dela pode ser lida no blog http://www.tecnocibernetico.wordpress.com/. Confesso que àquela leitura foi um bálsamo. Algo semelhante como a descoberta de Fernando Pessoa na minha adolescência. Enfim, além desta série de afinidades que foram surgindo tive acesso também , algo ainda abstrato na minha mente, à estruturas do imaginário cyberpunk e suas relações entre arte e tecnologia. 

 O mais impressionante disso tudo foi que tive acesso à todas essas informações, que compartilho neste texto , por meio de uma máquina em uma lan house no centro de minha cidade. Inclusive, o próprio livro foi baixado e assim obtive o conhecimento que agora socializo com toda a comunidade virtual que agora , por meio deste texto, tem consciência ou pelo menos uma noção da discussão sobre a cibercultura e suas várias ramificações na vida cotidiano de quem vive no início do século XXI. 

Anúncios

1 comentário

  1. Cláudia Cabral

    Pompeu, estamos nos tornando parte das máquinas e as máquinas de nós, estranha fusão. Enquanto nos distraímos os “porcos estão no poder”, bem lembrado. No aguardo pelo próximo post. Beijo. Cláudia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: