O Iconoclasta

O Iconoclasta

Nick Tosches

Estava lendo o blog do Barcinski http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/arch2011-08-28_2011-09-03.html antes das 10 da manhã, hora do meu suco de laranja com vodka, e lembrei que valeu a pena acordar e insistir em me manter vivo nesse mundo onde o marasmo toma conta da cultura.

 Essa impressão de que tudo está meio boca, na cena cultural moderna, ditada pela lógica do mercado, encontrou eco ao ler o post “Nem tudo está perdido: tem livro novo do Nick Tosches na praça”.

Logo, tive a impressão que vivi boa parte da minha vida em Marte ou em outra galáxia. Pudera. Como ainda não conhecia uma figura como essa? Só mesmo o bom e velho Barcinski, aquele cara dos anos 90 que escreveu o livro, uma espécie de bíblia do grunge, “Barulho – Uma Viagem Pelo Underground do Rock Americano”, para me apresentar a tal figura demolidora do star system.

perto dele Lobão é um cordeirinho

A obra, em questão(Barulho), é resultado de uma encomenda feita pela Revista BIZZ para uma série de reportagens. “Barça” fez uma radiografia que iria além de Seattle, de Nirvana, Mudhoney, Soundgarden, Alice in Chains, etc, e ainda incluíria Cramps, Ministry, Ramones indo até Red Hot Chili Peppers, esses nunca foram rotulados como grunges, mas marcaram época nos anos 90, sem dúvida.

Nick Tosches ?

 Pois então, André Barcinski, sempre foi uma referência, para um leitor que sempre leu tudo sobre rock. Sendo assim,
 não haveria nome melhor para me apresentar ao iconoclasta Nick Tosches.
 
O cara, Tosches, vivenciou os primórdios do rock e por isso não escreve sobre novidades da cena, afinal, hoje em dia, tudo é pasteurizado. E quem já respirou ares mais criativos logo descarta a falta de conteúdo do que já foi chamado de Rock.

André Barcinski

 Justamente por ter vivenciado e escrito sobre o verdadeiro rock and roll, desde os seus primórdios, ficou bastante calejado. Por isso não escreve sobre novidades da cena.

Afinal, hoje em dia, tudo é pasteurizado. E quem, como Nick Tosches, já respirou ares mais criativos logo descarta a falta de conteúdo do que é chamado de rock. Nick Tosches é veneno puro. Perto dele, os comentários do polêmico Lobão, soam como anedotas da chapeuzinho vermelho. Sério.

 Por exemplo, só para sentir a língua ferina do figura: “o rock está morto”. Ou, seja vai direto no assunto e bota o dedo na ferida.Acompanhe essa linha de raciocínio: “ Bill Haley, o primeiro astro branco do rock, surgiu, virou merda e se foi, e isso antes do verão de 1954”.

Enfim,deu para sentir que, o cara é explosivo. Segundo o blog do Barcinski existem dois livros de Tosches , circulando nos sebos tupiniquins, um é “Criaturas Flamejantes”, foto acima,  o outro é “ A Última Casa de Ópio”. Já estamos na captura dos mesmos. Aliás, são obrigatórios segundo Barcinski. E o cara sabe tudo.

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1 comentário

  1. Ira

    Eu adoooro o msn bjs

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