Arte e Espiritualidade pelo Caminho do Meio

 

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A Arte pode ser definida como sendo uma atividade humana que está vinculada, que está ligada à manifestações estéticas ou de comunicação.

Esta pode ser realizada por várias linguagens, como arquitetura, escultura, pintura, música, dança e escrita, pelo audiovisual, o cinema, por suas demais combinações como o teatro (as artes cênicas).

Assim, a Arte, em seu processo criativo, por meio da percepção do artista, tendo como finalidade a expressão de emoções e ideias que dão e moldam sua originalidade em cada obra.

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Alan Moore, o mago dos quadrinhos, afirma que Arte é magia, uma vez que se faz uso da manipulação de símbolos e signos, para  mudar a consciência das pessoas.

Essa forma de manifestação cultural, a Arte, também está vinculada, como Alan Moore afirma ser um ato de Magia, a espiritualidade.

É também, a Arte, em sua beleza, o fruto mais belo feito pelo ser humano, que representa sua essência, por ser sublime, nos eleva e nos aproxima de Deus. Chegamos ao ponto, do que pensamos sobre a ideia inicial deste texto.

A minha senda espiritual se deu por meio da Arte, apesar de ter nascido e sido criado em um mundo materialista, tendo sido alfabetizado em escola de freiras, não voltei meus estudos para esta questão, para mim era tudo religião, dogmas e isso não deixava que me aproximasse do que era realmente Deus.

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Então, por meio da Arte, pela linguagem literária, pela prosa de Herman Hesse, escritor alemão, ganhador de um prêmio Nobel de Literatura, em 1946, devido as suas ideias humanitárias, filho de pais missionários protestantes, que pregaram o Cristianismo na Índia.

Com a intenção de torná-lo também um pastor, seu pai o colocou em um seminário, mas ainda adolescente, o autor de “Demian”, recusou a religião, por suas falhas morais, rompendo com a família, por se posicionar como ateu, foi para a Suiça, onde longe dos estudos acadêmicos, teve de trabalhar, para seu próprio sustento, uma vez que a família não lhe ofereceu mais recursos, como operário e livreiro.

Isso faz com que Herman Hesse adquirisse uma sólida cultura autodidata, conquistada com a leitura de livros, o que utilizou para se dedicar a literatura.

Rebelde, transgressor, por natureza, um de seus romances,“O Lobo da Estepe” veio a ser o nome de uma banda de Rock, “Steppenwolf”, do anos 60, conhecida pelo hit “Born to Be Wild”, https://www.youtube.com/watch?v=rMbATaj7Il8  um clássico do rock and roll , trilha sonora do filme “Easy Rider” (Sem Destino” no Brasil) desde então.

 

 

Hesse escreveu “Sidarta”, sendo inspirado por uma viagem à Índia e pela psicologia de Carl Jung, nesse romance , o autor, faz uma livre adptação da vida de Sidarta Gautama, o Buda.

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Foi então, que comecei a ver, tirei o véu, pude então abrir  meus olhos para a espiritualidade.

Logo, consegui uma doutrina de Buda e passei a conhecer seus ensinamentos, que me despertaram uma curiosidade sobre temas religiosos e busquei entender a cultura judaico cristã, a base da cultura ocidental, me senti como George Harrison, o beatle, que descobriu sua espiritualidade e devido ao seu interesse, lançou os holofotes sobre a cultura oriental, que entrou na moda, no ocidente, a partir dos anos 60.

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Logo, quis saber mais e comecei a pesquisar sobre o assunto, fossem os drúidas, por meio da leitura de “As Brumas de Avalon” , de Mary Zimmer Bradley; ou pela mera  vontade de entender a religião africana, que veio para o Brasil , se desdobrando em Umbanda e Candomblé, com os escravos  negros.

Até então, apesar da curiosidade intelectual, não conseguia entender os Vedas, devido a sua pluralidade ao contrário da singularidade ocidental.

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Um dos símbolos do Budismo é a roda vida que tem sua origem nas Quatro Nobres Verdades, os primeiros ensinamentos do Buda.

Sendo elas: Dukka, Samudaya, Nirodha e Margha. Portanto, em breve resumo, podemos dizer que a primeira, verdade,  é Dukka onde nos aforma que a vida é desarmônica, desequilibrada, já a segunda, Samudaya,  diz que o desequilíbrio é causado  por  três venenos  mentais: a ira,  a cobiça e a ignorância.

Já a terceira, nobre verdade, conhecida como Nirôdha garante que esse equilíbrio pide ser restaurado. Então chegamos a quarta nobre verdade, Margha, que afirma que essa restauração, o equilíbrio, pode  ser alcançado pelo Caminho do Meio, sendo calcado na moderação e na harmonia, evitando os extremos.

O Caminho do Meio, o caminho octúplo, trata-se de um treinamento para retirar da mente humana a ganância, o ódio, a ilusão, sendo que estes são as raízes de todo o sofrimento.

Após conhecer esse caminho pude vislumbrar novas perspectivas  da cultura judaica, ao começar a ler sobre Cabala e Gnose, a primeira ligada ao judaísmo, enquanto a segunda aos Essênios nos primórdios do Cristianismo.

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Já com essa bagagem cultural religiosa, comecei a entender melhor a espiritualidade e assimilar temas como a reencarnação, assim como entender os Vedas, que se tornou possível por meio dos Evagelhos de Ramakrishna, um sábio hindu, um avatar, uma encaranação divina, que durante 12 anos estudou todas as religiões, chegando a conclusão de que todos os caminhos espirituais levavam até a consciência cósmica, até Deus.

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Sendo que  tinha  Jesus Cristo como o grande mestre espiritual do mundo. Foi então que a ficha caiu e pude perceber o link entre Arte e Espiritualidade,  e que, por sua vez, seguindo o caminho do meio que ousei vislumbrar a consciência crística.

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