Os Oito Odiados – Filme

Violência pouca é bobagem, se alguém tinha alguma dúvida, Os Oito Odiados, é a prova de que Tarantino é um tarado em tragédias sangrentas, segundo Godard ao lhe perguntarem o que achava do diretor de Pulp Fiction, esperando uma crítica , o cineasta francês, apenas mencionou que havia muito vermelho, em uma referência ao banho de sangue, algo comum nos filmes de Tarantino, aliás nesse específico, dá até a impressão que vai espirrar na gente.

O que mais chama atenção, além da belíssima fotografia,deixando o mau gosto de fora,o excesso de violência e sangue é a tônica do diretor,mas o mesmo tem uma sutileza, fora do comum, ao dissimular essa tara com criatividade e imaginação.

Um idealista, se fosse preciso definí-lo, pelo fato de insistir em usar bitolas de 70 milímetros, muito comum nos anos 1950,usada para a  filmagem de grandes espetáculos, como o filme épico Ben Hur; ou 2001- Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, que fornece uma imagem de qualidade superior à do 35 milimetros tradicional, mais larga (a largura do fotograma é mais do dobro da sua altura) e com espaço para 6 pistas de som – isto, muito antes da tecnologia digital.

Isso,o uso da bitola de 70 mm, mostra esse idealismo, apesar de tornar a produção mais cara, por isso deixada de lado,pelos grandes estúdios de Holywood, garante uma fotografia espetacular.

Os Oito Odiados,um faroeste ambientado no pós Guerra Civil dos Estados Unidos, nos remete à Cães de Aluguel, a estréia de Quentin Tarantino, não só pela presença de Michael Madsen,mas por ser ambientada , basicamente , em uma locação com bastante diálogo entre os personagens, ao invés de uma enxurrada de cenas de ação.

A trama do western,  faroeste, saiba que  Tarantino é fã de Sergio Leone, leia-se bangue bangue à italiana, tanto é que Enio Morricone assina a trilha sonora que,por sua vez, traz a história de uma diligência contendo vários passageiros, que são impedidos de continuar viagem por causa de uma nevasca. Logo, eles são vítimas de um ataque de caçadores de recompensas e outros criminosos.

O desenvolvimento da trama é lento, se revelando aos poucos; um clichê “tarantinesco”, fugindo do lugar comum: começo ,meio e fim, para uma sequência tipo meio, fim e começo, que virou uma nova forma de linguagem, uma nova narrativa,mais comum em obras literárias.

 

Isso,não nos impede de sermos envolvidos por seu talento, nos deixando assustados, perplexos, ao mesmo tempo maravilhados com seu fetiche maior,a estética da violência.

Apesar da carnificina,é isso mesmo, dos longos diálogos,sua marca registrada, a ação se passa toda em um único ambiente, enfim, trata-se de um bom filme que funciona bem com um saco de pipocas.

Link para o filme na íntegra em versão dublada:

https://www.youtube.com/watch?v=ZlW_te4Uc9w

E o trailler original com legendas:

https://www.youtube.com/watch?v=QPvuptLl_H8

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: