“Com O Sangue Alheio”- Luis Maldonalle – RESENHA

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Um bom escritor é aquele que nos conta boas histórias, como a que lemos em “Com O Sangue Alheio”, que nos desperta a imaginário, que nos leva a conhecer  a cultura , o conhecimento, a arte, as crenças os costumes adquiridos ao longo da história ; nos fazendo compreender , por meio da leitura, dos fatos narrados,  uma visão mais ampla da vida. Essa , novela de suspense, de Luis Maldonalle, é uma, variante, das versões  de histórias de lobos na pele do cordeiros. Uma grande reviravolta , onde as aparências não se sustentam.

Isso ocorre, no inicio do livro, o mais novo de Luis Maldonalle, ao citar Dante Alighieri, “Tiveste sede de sangue, e eu de sangue te encho” o clássico autor da “Divina Comédia”, o poeta romano que revelou o caminho do inferno e do purgatório, assim como acontece com Michael Blake, o personagem principal de “Com O Sangue Alheio”, o escritor atormentado pelo próprio sucesso, oitenta milhões de livros vendidos, que alcançou o topo da lista dos mais vendidos, o best seller mais lido de todos.No entanto, possui um dilema, um mistério, a ser desvendado.

Tudo se inicia com 3 irmãos, de uma família desajustada, o menino George e suas irmãs Becca, a mandona, séria e intransigente e  Thereza, a doce Terry. Já adultos, os conflitos familiares prosseguem, mas tudo muda com um incidente no metrô.

Um evento que focou conhecido pela mídia , como “Vagão da Morte”, onde um terrorista, Lennard, um maldito fariseu, segundo um senhor protestante que concedeu entrevista para um telejornal local. Assim,  “todo o fluxo dos terminais fora interditado, a polícia estendeu o cerco ao redor”.

Lennard  Al Faed, esse era seu nome, do homem bomba, com nariz aquilino, pontudo como um bico”, que lhe passava um de ser perigoso. O maluco tinha, uma bomba amarrada ao ciorpo, além de uma pistola  CZ75 automática, que dispara 15 tiros por segundo, além de ser um homem bomba, que trazia em seu corpo.

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Maldonalle, com suas enormes asas dadas pela imaginação, consegue nos mostrar um mundo contemporâneo. Boa parte do livro foi escrita pelo celular, mostrando a dinâmica, a paisagem moderna, de acordo como a comunicação feita, hoje em dia, pelas pessoas, o que torna seu livro atraente ao leitor dos tempos de “whats app´, em um mundo onde existe a localização no GPS, via mensagem de texto, nesse mundo, que se passa a história.

Fã de Stephen King, Luis Maldonalle, com influências de Hemingway, uma linguagem seca e bruta, também possui o dom de tocar o terror, literalmente, nas pessoas por meio da literatura, em sua nova trama, seu universo ficcional, faz isso muito bem, que gira em volta de Michael Blake, o escritor atormentado, pela fama, que gosta de tomar valium com uma taça de champanhe, que tem em Corrine, sua editora, no comando,na gerência dos negócios,  Gabrielle, sua ex- mulher , que, aparentemente, pega no pé. mas, no fundo, ainda existe uma chama de paixão por trás disso.

Ela, a ex-esposa, o acusava de ser um fracassado que não conseguia sequer pagar as contas. Mas , após o sucesso, percebeu que havia jogado fora um cartão de crédito sem limites , mas ainda ganhou um carro, apesar de ser apelidada de Darth Vader por Michael.

Apesar do sucesso, com o lançamento de um livro que relatava sobre o  incidente, que vitimou Terry,  da qual Michael participou, Theresa, a doce Terry, morreu em seus braços, atingida por Lennard, que a tinha como refém. Daí, surgiu, para  Michael Blake, o escritor, a possibilidade de escrever uma história que virou um best seller.

Mas, após , algum tempo, as coisas não estavam bem, nem tudo é o que parece ser, isso começa a ficar mais claro, a história do lobo na pele do cordeiro. Trata-se  de  um mistério que envolve assassinatos, de uma repórter, que acompanhou  e entrevistou Michael, na época do incidente, do qual  escreveu um livro, sobre um provável atentado terrorista, frustado, que teve a morte de Terry.

O policial, Carlos Mendes, que havia matado Lennard, o terrorista, Carlos também fora assassinado. Aquilo tudo não fazia sentido para Michael e por isso, pertubava sua mente. Além, de George Page, um sinistro personagem, o irmão de Becca e de Terry, que parece ser um fã obcecado de Michael Blake.

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Maldonalle lança pistas falsas que aramaram uma armadilha para nosso resenhista, teve que reler o livro para entender e fazer  a coisa certa.

Parece uma história sem pé na cabeça, deixa você imaginando coisas que não existem, que não acontecem, Maldonalle,  indica pistas falsas para o leitor, como nos filmes de suspense de Hitchcock, por meio da dualidade de seus personagens, que usam máscaras, que aparentam ser uma coisa e são outra.

Os bonzinhos não são tão bons assim. Cai nessa armadilha, escrevi uma resenha confusa, que não foi aprovada pelo autor. Tive que reler o livro, são 152 páginas, pelo ritmo eletrizante, parece um filme, um roteiro cinematográfico, dá para ler de uma vez só.  Algo que pode ser feito em 4 horas.

Antenado, plugado, o autor, também faz citações da cultura pop,  aos grandes mitos da música do rock, como Johnny Cash, Neil Young e Jimi Hendrix, além de White Stripes e Artic Monkeys.

Além de referências aos personagens de Star Wars, que servem para descrever as característica deles, por exemplo sua sogra, é chamada de Jabba Hutt, um gangster alienígena que mantém Hans Sollo como prisioneiro.

Quando, você , leitor, começa a fazer deduções, achar que já sabe o fio da meada, você leva uma rasteira, imagina coisas que não existem , como se tivesse sobre efeito de valium com champanhe, isso porque o enredo é espetacular, cheio de reviravoltas, o que sugeria ser uma coisa começa a ficar algo um pouco mais terrível. E bota maldade nisso.

Aí, surgem as bruxas sem vassouras, o” Judas de boceta” e outras facetas dos personagens, como o uso de nomes falsos, para esconde sua verdadeira identidade; que você pensava que faziam parte, de um elenco, de elfos e gnomos,  de contos de fadas. Mas as aparências enganam.

.“Com O Sangue Alheio”, é um thriller psicológico,  eletrizante, um suspense, um romance de ação e aventura, que tem um ótimo argumento para um filme de Hollywood, dirigido, talvez, por um Robert Rodriguez ou Wes Cravenque, que é cheio de reviravoltas, que incita o medo e fortes emoções ao leitores.

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