FRONT LINE ASSEMBLY – Arautos de uma Nova Era

FRONT LINE ASSEMBLY

Quero chamar sua atenção para o Front Line Assembly. Ouvindo “Tatical Neural Implant” https://www.youtube.com/watch?v=2B3WvSWCRwA , disco de 1992, lançado em plena era Grunge, com uma pegada dançante, frenética, com o peso do industrial, uma linguagem bem próxima das pistas de dança, do Mainfloor das baladas atuais.

Não é porque as pessoas não lembram, ás vezes nem  conhecem mesmo , o tempo passou,  a memória não registrou, mas o som para sempre influenciou, sendo uma das bandas seguindo a  linha, o industrial, que se destacou foi o MINISTRY.

Sem dúvida, o fato de serem do Canadá e não do Reino Unido ou da América atrapalhou os planos de conquistarem o mundo do mainstream, mas com certeza, tem lugar cativo no Underground. Foram e ainda são arautos de uma nova era.

Uma banda com um imenso repertório, afinal criado em 1986, em Vancouver, no Canadá, o FRONT LINE ASSEMBLY faz música eletrônica com  rock industrial, estando décadas a frente do que podemos chamar de convencional.

                                                      Bill Leeb

Bill Leeb e Michael Balch são as cabeças pensantes por trás do poderoso som que nos faz lembrar um filme de ficção científica. Atualmente, além de Leeb, Balch deixou o projeto, a banda , após várias formações tendo sempre a frente Bill Leeb, conta com Jeremy Inkel e  Chris Peterson nas programações e Jared Slingerland na guitarra.

Bill Leeb, o membro fundador, tem uma história anterior, onde ganhou a notoriedade e autoridade para flertar no gênero eletrônico industrial com legitimidade absoluta, pois é oriundo do Skinny Puppy, considerado o fundador do gênero electro industrial, onde atuou sob o pseudônimo Wilhelm Schröde.

O projeto continua firme atravessando os séculos e fazendo escola em pequenos nichos de apreciadores de música eletrônica industrial. Uma amostra atual pode ser conferira em EXO  https://www.youtube.com/watch?v=EUdtB_DHn48

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Human Tetris- Rock Gótico de Moscou

Human Tetris- Rock Gótico de Moscou.

Escrito por Boris de Pedra

Human Tetris é uma banda formada em Moscou, Rússia, em 2008 por : Arvid Kriger (vocal e guitarra), Maxim Zaytsev (baixo), Maxim Keller (guitarra), Sasha Kondyr (bateria).

A sonoridade da banda lembra muito o Joy Division; a voz de Kriger se assemelha muito ao timbre de Ian Curtis.

Devido a essa e outras características, a banda, pode ser classificada como Post Punk, mas precisamente ao renascimento de um estilo, na primeira década do século XXI, que esteve em voga, na vanguarda, na década de 1980, tendo o Joy Division como um de seus maiores representantes.

Na Europa e Estados Unidos, o Post Punk, também a vertente New Wave, estilos que seguiram adiante após o movimento Punk, o rock gótico também chamado de dark wave, que no século XXI ganha seu revival, em meio ao Indie Rock, como bandas como o Interpol e que tem muitos cultuadores na Rússia como o Human Tetris.

Apesar de serem russos, os Human Tetris cantam em inglês, como a maioria das bandas de rock de Goiânia, isso realmente facilita entrar no mercado internacional, possivelmente o motivo de ter tido acesso ao Human Tetris.

Como baixista, que sou e fã do Peter Hook, aquele que chamei de Jimmy Page do New Order, o estilo, do Human Tetris deles me agrada muito, a linha de baixo na frente, uma guitarra esperta e sofisticada, cheia de nuances, bateria seca, chimbal dobrado, técnica que ficou famosa com o U2; enfim até, naquela época, em 1986, adolescente, montei uma banda Doentes à Procura da Cura (dpC) com essa pegada. E de carona, nesse revival, rebatizada de doentes do Amor (ddA).

O Human Tetris funcionou até 2012. Nesse meio tempo lançaram três materiais: ”Human Tetris”, ”Soldiers” e ”Happy way in the maze of rebirth”.

Arrisco dizer que quem curte o universo gótico vai ter muita afinidade pelos moscovitas, são músicas atuais com aquela pegada marcante do Joy, dos primeiros discos do The Cure, outra grande influência minha; como baixista e compositor; enfim, que nos arremetem ao Krautrock, uma faceta, proto punk, do rock alemão, que somado ao rock progressivo, foram o alicerce, para a fomentação e invenção da música eletrônica com o Kraftwerk.

 

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NEW ORDER: Music Complete

New Ordernew order

 

SITE OFICIAL: http://www.neworderonline.com/

O New Order é uma super banda do Dance Rock. Uma das mais clássicas e bem sucedidas o estilo que se convencionou chamar de Synthpop.

São oriundos dos anos 1980, se encaixam no Tecnopop, se enquadram na cena Post-Punk, aliás de tempos antigos, ainda nos anos 1970, contemporâneos do movimento Punk, a nova onda, que varreu os subúrbios da Inglaterra.

Joy Division:Peter Hook, Ian Curtis, Bernard Sumner e Stephen Morris

Nesse cenário aparece o Joy Division, que  continha o trio fundador do New Order, Hook, Sumner e Morris, somado ao cantor e poeta de  vanguarda, Ian Curtis.

Com o desaparecimento, de forma trágica, do vocalista, superado o  luto, tocaram o barco em frente, mas optaram por uma nova encomenda. Adotaram uma postura mais dance music e acrescentaram mais uma tecladista, Gillian Gilbert.

A influência do Krautrock, de Alemanha, que vinha do Joy Division também estava no DNA do New Order.

Linha de baixo em primeiro plano, camadas de teclados que fazem outras ondulações e um beat firme, seco, direto, vocais melódicos no formato de canções pop.

A evolução das duas bandas é outra fascinante emoção, ouvindo Joy Division e lendo entrevistas de Bernard Sumner, por exemplo, percebemos  que com Ian Curtis o som estava cada vez mais escuro e frio, no entanto, a transição, acontece no primeiro disco, já em “Power, Corruption and Lies” https://www.youtube.com/watch?v=8ahU-x-4Gxw&list=PL5BC6B9FFBE834FC1 , o segundo já mostram  pegada que fez história.

Essa pegada está no disco novo, aliás muito bom, inclusive, deve ter deixado o Peter Hook pensando que não era o fim da linha.

Formação clássica com Gillian Gilbert.

Depois de uma mudança no seu line up, a formação clássica contava com Peter Hook, o baixista, que nos estilo da banda, o synthpop, se destacava como se fosse o Jimmy Page da banda, estando na frente fazendo os desenhos das melodias, responsável por grande parte da originalidade do som deles.

Monaco: David Potts e Peter Hook.

Mesmo com a sua saída,  o baixista montou uma banda semelhante, na mesma vibe, Monaco,  cuja semelhança pode ser sentida em  “What do you want to me” https://www.youtube.com/watch?v=ZRhIAQAiTtY , o que indica o fim das atividades, o que o próprio baixista pensou, ao largar a banda, mas não esperava , não contava com a astúcia de Sumner e Morris, que seus ex-companheiros continuassem o projeto.

Aliás, a banda, New Order,  estava afiada. Voltaram ao palco, com uma nova formação, com Gillian Gilbert, esposa do baterista Stephen Morris, que volta aos teclados, após um hiato de longos anos, senda da formação original, tendo, inclusive feito participações no Joy Division.

Durante esse período, Gillian ficou em casa cuidando da prole, mas voltou a tempo de comporem um material novo, com a nova formação com Tom Chapman no baixo e Phil Cunningham como tecladista e guitarrista.

Após caírem na estrada, afiando a banda, atendendo a demando do público, sedento pela música eletrônica e dançante do New Order.

Assim, com a nova formação, prepararam um novo material, Music Complete https://www.youtube.com/watch?v=NPAfi6fbvTk&list=PLMcIbB9XRx4h9lE-l041Ix-JpxsiB6b4Y , que mostra o New Order em excelente fase. São novas músicas, com o gostinho da novidade e a certeza dos loops e beats certos, garantindo a mesma batida, mantendo a majstade da banda no dance rock.

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AND ONE – Clássico do Synthpop Alemão!!!

Steve Naghavi
Steve Naghavi

AND ONE é uma banda alemã de Synthpop. Steve Naghavi fundou em 1989, juntamente com Chris Ruiz. Possuem uma forte influencia de DEPECHE MODE, algo que se percebe nas primeiras movimentações, utilizando a mesma linha de frente, dois teclados e um beatbox.

Ao longo do tempo, com alterações de integrantes, tendo , sempre à frente,  Steve Naghavi, lançaram 14 discos.

São um clássico do gênero, um som grave, dançante, vocais fortes, teclados possantes, tem um ar sombrio, passando um clima a la Darth Vader, sinistro, mas com aquela batida, sincopada, que faz a pista bombar, o apelo à balançar o esqueleto, no embalo do ritmo, se torna irresistível, um som gostoso de se dançar.

Segue abaixo, um link, para o Youtube, do clip de “U Boot Krieg in Ost Berlin”, que passa uma estética sci-fi retrô; segundo, este blogueiro, em sua concepção de cultura pop musical,uma boa amostra do potencial do AND ONE

https://www.youtube.com/watch?v=HwDWKitdO0c

 

DOENTES DO AMOR e BLUE BUTTERFLY no Pub Hangar 18 em Goiânia- 6ª Edição “Conexão-Edição Brasil”

Hoje à noite todo mundo vai dançar!. Onde? No pub Hangar 18, que fica em frente ao aeroporto. A festa começa a partir das 21 horas. Trata-se da Conexão – Edição Brasil, uma série de eventos, que viaja o país, divulgando a cultura alternativa, sob a batuta de Diego Veríssimo, o dj Gummy. Nesta edição, em 12 de novembro (sábado) haverá shows com DOENTES DO AMOR, EIXO FANTASMA  e BLUE BUTTERFLY, além de vários dj´s que vão discotecar a noite inteira como o próprio DJ GUMMY e Gustavo Lima [DF]; Mephisto [DF]; Glaukushi [GO]; Juliana F. [GO]
e BraMax [GO]

doentes do Amor

DOENTES DO AMOR http://www.youtube.com/watch?v=kMmoFdA5hfw  , após grande repercussão no Via Underground em Brasília, volta a se apresentar em Goiânia, cidade em que têm uma sólida e consolidada presença na cena da música pop, sendo que são remanescentes dos Doentes A Procura da Cura, banda que marcou época, introduzindo a semente do rock gótico no pós punk feito na época. Aliás, toda a efervescência está registrada no livro “Das Cores Ao Século XXI ” de Jadson Jr, do blog Jurassik Dark http://jurassikdark.blogspot.com/2011/10/novo-videoclip-do-grupo-doentes-do-amor.html . 

Mas a história dos DOENTES DO AMOR continua a todo vapor. Recentemente lançaram clip https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/10/27/doentes-do-amor-lanca-clip-de-dee-jay/ , com direção de Sabrina C e do suiço Jowzer Bong, da música “Dee Jay”, uma homenagem ao pessoal que faz todo mundo fritar- de tanto dançar, of course – nas pistas. 

Outro grande destaque da noite é o BLUE BUTTERFLY https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/08/30/blue-butterfly-conspiracao-e-musica-eletronica/ , um som eletrônico e dançante. Além de fazer todo mundo dançar, a banda tem uma postura que a diferencia das demais. Isso pode ser sentido em suas letras, cantadas em inglês, e segundo o vocalista (Marckus Venícius), para abranger um público maior, internacional mesmo; isso porque eles denunciam, em suas letras, as conspirações ( lendas urbanas? https://tecnocibernetico.wordpress.com/2010/09/12/cibercultura10/ ) que abordam a globalização, além dos segredos da NASA.

Diego Veríssimo, sempre antenado nas novas tendências, lança nessa noite, a banda EIXO FANTASMA, o estilo deles pode ser considerado como rock gótico, e deve causar comoções no público, que deve ser composto pela galera da cultura alternativa, aliás uma das intenções do evento é promover a interação, por meio de redes sociais, de pessoas em vários cantos do Brasil.

DJ GUMMY

 Nesta noite, a festa é entre Goiânia e Brasília, as atrações prtencem as duas cidades, tudo junto e misturado. ” “A galera é uma só, nós gostamos de dançar e divertir. Mas com consciência, abordando temas diversos, e somos muitos espalhados nesse nosso país continental, e o mais legal, galera linkada no tecnocibernético, blog irado, é saber que isso é uma realidade que não saí na mídia. Por isso nos organizamos para divulgar a cultura alternativa” , palavras de Diego Veríssimo, o mentor da galera, que falou com exclusividade para nosso blog.

 

Horário – 21 hrs Valor – R$ 10.00
Local – Pub Hangar 18
Rua Serra Dourada – St Santa Genoveva
Próximo ao Aeroporto de Goiânia

LÓGICA no Universo Paralello 11

 
LÓGICA é mais um nome confirmado no Universo Paralello http://www.universoparalello.org/home.php?id=1&lang=br , o maior festival de música eletrônica da América Latina. LÓGICA http://www.myspace.com/logicamusic  é o projeto solo de Alok Petrillo, 19 anos. Filho dos renomados Dj’s Swarup e Ekanta, iniciou carreira em 2007 ainda com a parceria de seu irmão, Bhaskar, onde 3 anos depois passou a conduzir sozinho suas produções.
 
Alok & Bhaskar
 
O estilo de música desenvolvido pelo LÓGICA tem uma característica própria, inovadora, experimenteal e ousada, exercendo forte influência em suas técnicas de produção unindo carisma a uma técnica invejável, garantindo sempre ótima colocação no ranking Beatport http://www.beatport.com/#artist/logica/89275
 
 
A frente do LÓGICA , Alok, por meio de  suas apresentações, que vão além de todo o território nacional, tem se revelado um grande destaque na cena mundial, tendo participado  dos principais festivais de musica eletrônica, alguns deles na Inglaterra, Alemanha, Lituânia, Holanda, Áustria, Estados Unidos, Chile, Peru, seguindo em ascensão com turnês marcadas na Europa e Oceania em 2011.
 

DAWNFINE – O Synthpop Feito em Goiânia

Os caras do DAWNFINE http://www.myspace.com/dawnfine  começaram a fazer som nos anos 1990. Eles se achavam estranhos em uma terra estranha. Na época, a cidade em que moravam, Goiânia, se dividia em duas. De um lado o sertanejo e do outro a nova cena do Rock alternativo, que viria a ser o embrião da Monstros Discos e dos festivais.

 Mas Marcus Paulo, Jim Oliver e Jethro Mendonça não se encaixavam em nenhum dos lados. Talvez estivessem uma década atrasados, tendo visto que os anos 1980 assistiram uma insurgente cena proto eletrônica com Doentes A Procura da Cura, depois vieram Restos da Cultura Proibida com sua drum machine da boss, que garantia uma sonoridade única para a banda de Afonsinho, vocalista nas duas bandas citadas.

 Depois teve o Departamento de Testes, de Vladimir Safatle e Jadson Jr, o escritor; e ainda o Flores Para Alice, de Túlio Fernandes, mais conhecido pelo Motherfish, sua banda de estimação, e pelo Metropolis Retrô, sua casa noturna. Aliás, local em que a DAWNFINE, banda do trio Marcos Paulo, Jim Oliver e Jethro, costumam apresentar sua música eletrônica.

Eles, ainda nos anos 90, começaram a compor, gravar e produzir as primeiras canções com um CASIO CZ-1000, um violão, um microfone e dois gravadores de fita para mixar uma trilha de áudio, enquanto se tocava uma outra, pré-gravada . Foi o início de tudo.

Agora, no século XXI, Marcos Paulo(vocal), Jim Oliver (guitarra) e Jethro Mendonça(Programações), eles, sob influência de New Order e Depeche Mode, apresentam um som consistente e dançante. Em 2009, lançaram  Imperfect Thoughts“, álbum gravado e masterizado  no estúdio Rocklab, de Gustavo Vasquez, em Goiânia

 Também, notamos uma grande referência ao que se convencionou chamar de rock inglês, aquele característico dos anos 80.  As músicas são cantadas em inglês, o que passa um clima de que a banda é da gringa, como os referenciais sonoros mencionados acima. Clique no link e ouça “Adventurous Life II” http://tramavirtual.uol.com.br/musica/tocar/1563/